Homies

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18.6.09

- De volta aos trilhos -

A E3 veio, passou e não me empolgou. Pra ser sincero, eu não esperava ansiosamente por nenhuma notícia bombástica, e sabia que, possivelmente, o que a Sony - empresa da qual eu detenho um console de mesa - iria mostrar, não ia muito além do já esperado e comentado pelas revistas e portais sobre videogame. Claro, há bons games chegando para o sistema, mas fora Uncharted 2, não há muita coisa alí que eu esteja realmente interessado em adquirir próximo ao lançamento. Gostaria de fazer um breve comentário sobre o PSP Go: sinceramente não entendi aquele sistema, não traz muita coisa relativamente nova, e não vejo explicação suficiente para a mudança de design, que por sinal, eu achei absolutamente discutível. Para mim, em termos de design, está fazendo o caminho inverso do Nintendo DS.

Também não esperava muita coisa da Nintendo, principalmente relacionado ao DS, ou melhor, eu sabia que grande parte das novidades seriam necessariamente direcionadas ao DSi, e como bem sabem, o meu aparelho é do modelo Phat. Fiquei surpreso com os Marios anunciados, em particular com o NewSMB para quatro jogadores, me parece estranho à primeira vista, mas... a lógica indica que é melhor esperar um pouco mais para fazer alguma avaliação. Falta mesmo eu só senti de Dragon Quest IX, achei que fosse ver algo mais acerca do jogo no mainstream da E3, de toda forma, em breve ele estará disponivél para a alegria dos fãs da série, e eu aguardo ansiosamente.

Não tenho muito a comentar sobre as novidades da Microsoft, não possuo um Xbox360, e nem pretendo tê-lo num futuro próximo. Contudo, é interessante perceber como ano a ano a plataforma vem 'descascando' o Playstation, tomando continuamente aquilo que lhe era exclusivo. Onde isso vai parar, todo mundo imagina, mas ninguém ousa dizer. Achei o Project Natal interessante, assim como Milo, mas afora o êxtase inicial, eu prefiro aguardar como estas tecnologias serão efetivamente implementadas.

O bom mesmo foi ver a E3 novamente animada, tal e qual deve ser.

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2.6.09

- De volta para o futuro -

Hoje começa oficialmente a Eletronic Entertainment Expo, ou apenas E3, a maior e mais badalada feira de jogos eletrônicos do mundo, que prossegue até o dia 4 de junho no Los Angeles Convention Center, EUA.

Esta edição marca a volta da badalação ao evento, com muitos fanboys, e bothbabes, algo que havia sido eliminado das últimas edições para dar lugar a um encontro mais técnico entre produtores, mídia especializada e executivos.

Na verdade, as conferências de imprensa já estão acontecendo desde ontem, e certas novidades já correm pelos meios especializados desde a semana passada, muita especulações deverão se confirmar, e outras devem permanecer apenas como boato mesmo.

Como é muita informação em pouco tempo, prefiro ler com calma todas as novidades para depois, quem sabe, comentar sobre algo que tenha chamado minha atenção.

Por hora, aproveitemos a festa e sua enxurrada de notícias interessantes!

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29.5.09

- A Odisséia do Espaço -

Dias atrás, finalmente recebi o disco rígido que havia encomendado a um amigo vindo do exterior. O objetivo era claro, substituir o meu exaurido hd de 40gb que acompanha o meu modelo de Playstation 3. Qualquer um que possua um sistema deste tipo, sabe que, sobreviver a onda de instalações obrigatórias de alguns jogos demos, jogos completos da psn, vídeos e qualquer outro tipo de quinquilharia digital disponível na psn é praticamente impossível com apenas este espaço. Comigo não foi diferente, rapidamente me vi sem espaço no disco rígido e o pior, com mais conteúdo por vir.

Ainda bem que agora eu já posso dizer que este é um problema do passado. Desde a última semana, meu Playstation 3 está turbinado com um disco rígido de 320gb, espaço suficiente para guardar uma grande quantidade de dados referente ao sistema, me livrar do dilema de ter que escolher o que deletar, e o melhor, finalmente poder usar o aparelho como um media center, guardando lá filmes, músicas e fotografias pessoais.

O processo de troca de disco rígido é relativamente muito simples, e os passos a serem seguidos constam inclusive no manual do próprio aparelho, aliás, todo processo é gerenciado pelo próprio sistema. Interessante, principalmente para quem passou um bom tempo utilizando HDloader e fazendo processos semelhantes, mas ilegalmente. Primeiramente é bom saber que apenas discos rígidos de 2,5" são compatíveis com o aparelho, felizmente, essa especificação é a mesma utilizada por laptops, assim, não fica difícil encontrar uma oferta por um valor razoável até mesmo em sites nacionais, como o Mercado Livre.

Imagino que o ponto capital de todo processo resida no backup dos dados contidos no disco rígido original, afinal, para onde transferir aqueles 35GB de dados que você possuia?

Normalmente, utiliza-se justamente o novo HD como uma espécie de Pen Drive de altíssima capacidade para este serviço, contudo, faz-se necessário utilizar um case USB externo, peça que pode ser encontrada por uns R$30 em algumas lojas de informática. De todo modo, uma informação muito útil no meu caso foi saber que, o Playstation 3 apenas reconhece discos rígidos formatados em FAT32, e daí me veio a mente: por então não usar meu Ipod Vídeo de 30GB para o serviço? Depois de uma rápida pesquisa, encontrei alguns usuários que positivaram o uso do aparelho para o trabalho. Assim, fiz a cópia de minhas músicas no computador, formatei o Ipod, e iniciei o processo de backup dos meus dados do Playstation 3.

Obviamente, nem todos meus dados foram salvos, preferi ser sensato e deixar apenas dados realmente importantes para a cópia, assim, os dados de instalação de alguns jogos em disco e algumas demos que possuia foram devidamente eliminados. É bom deixar claro que, absolutamente tudo é transferido, isso inclui todos seus perfis, jogos da psn, dados de instalação de jogos, vídeos, músicas, fotos, logins e respectivas senhas. O tempo estimado para essa transferência obviamente dependerá da quantidade de dados possuída, no meu caso, foram necessários quarenta minutos.

Operação terminada, bastou apenas partir para o procedimento de troca física do discos rígidos, operação relativamente tranquila, não fosse pelos quatro parafusos infernais que prendem o HD à base metálica que se encaixa no Playstation 3. Eles são muito bem apertados, e não adianta tentar utilizar apenas uma foça bruta, assim, o máximo que se conseguirá é empenar algum deles. São trabalhosos, porém, com certa dose de paciência, tudo corre bem. E pensar que, você domina toda parte lógica para sofrer com quatro parafusos. :D

Terminado o processo, é hora de fazer o caminho inverso com os dados salvos, antes disto, é bom lembrar que é imprescindível ter o firmware mais atual possível gravado em algum disco ou pen drive, ele será exigido para iniciar o sistema no novo HD.

Com o firmware instalado, basta procurar a opção de restaurar os dados contidos no drive removível - o Ipod no meu caso - e aguardar a transferência, pronto! Primeira etapa terminada com sucesso.

Mas e aí, acabou mesmo? Na verdade, tecnicamente não. Isso por que, se você tiver jogos comprados na PSN, precisará revalidar os arquivos, e não é complicado fazer isso, basta apenas logar na PSN, entrar no seu histórico de compras e reiniciar o download dos jogos que você possui, mas não precisa se desesperar, você só tem que deixar baixar alguns bytes, e depois pode cancelar a transferência.

Agora sim, processo completo! Com espaço de sobra, e web banda larga, finalmente meu Playstation 3 chega à plenitude!

Recomendo fortemente uma lida no tópico postado pelo usuário rmrios no Fórum UOL Jogos, sobre tais procedimentos, obviamente, não deixe de fazer também a leitura do manual oficial.

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20.5.09

Voltando à rede

Desde agosto do ano passado, quando mudei-me de residência por conta do início da graduação em Design Gráfico no Cefet-PE, estive sem a disponibilidade de acessar à internet de casa. Não exatamente por uma falta de interesse no serviço, pelo contrário, por diversas vezes tentei efetuar a assinatura, contudo, a Oi sempre negava a a possibilidade de atendimento, alegando que a linha disponível não suportava o serviço.

Obviamente, eu sei que outras empresas oferecem hoje uma boa gama de possibilidades de acesso, como internet via rádio e os populares modens 3G, mas, de todo modo, nenhuma destas opções eram suficientes, isto por causa das minhas especificadades de uso. Para ser sintético, eu precisava de um sinal de no mínimo 600kbps, de modo que, além de tê-lo servindo diretamente ao meu computador de mesa, pudesse roteá-lo, para para o computador portátil de minha prima (com quem divido as despesas do serviço) e para o Playstation 3, e eventualmente o portátil Nintendo DS.

De lá pra cá, muito insisti. E depois de muito fustigar, finalmente a Oi decidiu me oferecer o serviço Velox. Agora estou de volta à web, com o pretendido link de 600kbps, e como projetado, esta é de fato uma velocidade suficiente para utilizar satisfatoriamente os recursos dos computadores e do Playstation 3, claro que, não estando todos os equipamentos sendo utilizados simultaneamente.

Agora, com certeza, eu terei mais disponibilidade em postar aqui!

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7.3.09

- Vida longa ao rei -

Neste mês de março o bom e velho Playstation 2 completa uma década de existência, uma jornada e tanto para um aparelho de videogame. Aliás, diga-se que o ps2, foi um dos primeiros aparelhos a querer deixar de ser apenas um 'brinquedo' na casa dos consumidores, isto deveu-se a implementação da reprodução de filmes em dvd, opção muito atraente na época de seu lançamento, principalmente pelo custo-benefício obtido.

Não vou me apegar a tantos dados e outros comentários que podem ser melhor debatidos em sites especialistas. O fato é que o Playstation 2 significou uma mudança até então impensada na minha vida gamer. Desde que me dediquei aos aparelhos domésticos, eu havia sido um feliz dono apenas de consoles Nintendo, de um SNES até o Nintendo 64, para ser mais específico, até o ano 2002 eu simplesmente não me importava em ter um ps2, mas, devido a decisão de vender o meu N64, acabei tentando identificar qual dos novos sistemas seria mais útil para investimento.

Naquela época, a minha idéia era prosseguir para o GameCube, algo que tentei por diversas vezes, mas avaliando a situação de locadoras disponíveis (já que a pirataria era algo difícil no aparelho), acabei demovendo da idéia do forninho da Big N, e assim, comecei a buscar informações que me garantissem que o sistema da Sony fosse um bom investimento, vale destacar que por convicções próprias, eu sempre quis passar longe do playstation 1, e com certeza, essa aversão contaminou em certos aspectos a minha decisão, assim, eu passei quase um ano para efetivar essa decisão pelo ps2.

Mas, naquela altura o aparelho já se consolidava com grandes títulos, como o inesquecível Grand Theft Auto III, mas foi a possibilidade pirataria que pesou mais na minha escolha, se na geração anterior eu vivi quase que exclusivamente da locação de cartuchos, nesta, eu passei a usar massivamente jogos copiados, e assisti a um aumento absurdo na minha biblioteca de jogos, com dvd-r sendo comercializado por menos de R$2 não haveria outra realidade.

Outra grande possibilidade foi a utilização de um disco rígido para fazer os jogos rodar sem a necessidade de utilizar o frágil canhão de leitura, na minha percepção, essa é a melhor opção disponível nos modelos hoje conhecidos como 'fat' ou 'tijolo', algo que aliás, eu implementei seis meses após a compra do meu aparelho, e com certeza o mantém em ótimas condições de uso até hoje. Essa opção foi nativamente eliminada com a remodelação imposta ao modelo slim.

Foi na época da busca de informações sobre o aparelho que me aprofundei no conhecimento e participação de diversos fóruns, muito dos quais acompanho até hoje, e nesse meandro, conheci muita gente bacana, amigos por assim dizer, que mantenho contato com boa frequencia. Com a aquisição do Playstation 3, eu tenho deixado o playstation 2 um pouco de lado, porém ainda há grandes jogos de sua biblioteca que eu ainda não tive a oportunidade de jogar, ou seja, meu sistema ainda tem uma boa lenha para queimar.

E por falar na biblioteca do Playstation 2, vale informar que, entre os seus dez jogos mais vendidos até hoje, figuram os três Grand Theft Auto (III, Vice City e San Andreas), da Rockstar Games, seguido por dois títulos da série de corrida Gran Turismo, da própria Sony, e acompanhado pelos famosos Metal Gear Solid 2, Kingdom Hearts, Final Fantasy X, Metal Gear Solid 3 e Final Fantasy XII. Mas, a esses grandes hits juntam-se clássicos como os da série Burnout, God of War, Okami, Shadows of the Colossus, Resident Evil 4, Dragon Quest VIII e pérolas como Katamary Damacy e Guitar Hero.

Não a toa, o sistema atingiu a impressionante marca de vendas de 140 milhões de unidades, tornando-se o videogame mais bem-sucedido desta indústria do entretenimento, e que de forma surpreendente, ainda mantém ótimas vendas, mesmo depois do lançamento de seu sucessor, o Playstation 3, e seus rivais Xbox 360 e Nintendo Wii. Curiosamente, no início deste ano, a Sony confirmou a produção do sistema em terras brasileiras, é um novo fôlego para o bom e velho ps2.

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29.1.09

- Agora, em HD! -

Podem preparar os tomates, mas mesmo possuindo o Playstation 3 a quase um ano, só nesta semana liguei-o em uma tv de alta definição, com o devido cabo hdmi. Durante grande parte do ano passado, contentei-me em jogar em tvs CRT, mas, com a montagem do meu computador no ano passado, optei por uma TV/Monitor, que serviu perfeitamente para suportar todos meus equipamentos. E enfim, com um certo atraso, cheguei a era da alta definição!

As mudanças são obviamente drásticas, uma melhora que definitivamente salta aos olhos, e aos ouvidos, o lado bom é que minha incompetência em jogar grande parte dos meus títulos será recompensada pela possibilidade de agora aproveitá-los em alto nível gráfico. Vale lembrar que, nos únicos dois games que terminei - Uncharted: Drake's fortune e Heavenly Sword - ainda me falta zerar no nível de maior dificuldade. De hoje em diante (na verdade desde a última segunda-feira), minha experiência com o Playstation 3 será completa, ou quase. :)

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22.1.09

- Indo às compras -

Aproveitando um dinheirinho extra, que sobrou após o pagamento de todas as reponsabilidades, - leia-se contas - decidi ir em busca de alguns games pelos quais tinha interesse. Como sou um indivíduo muito organizado, consultei antes a minha lista de jogos pretendidos, que entre outras coisas me diz o máximo de valor que eu devo investir em cada título.

A grande vantagem de fazer estas pesquisas no período de final ano é que, com os grandes lançamentos de outubro e novembro, muita gente se desfaz de seus jogos antigos almejando tais hits, e eu, meio que na contramão dessa lógica, prefiro coletar os jogos antigos, normalmente por um preço mais acessível e ao meu ver, mais vantajoso. Obviamente há todo um sentido em pegar um grande jogo no momento em que ele é lançado, mas é algo que até por questões de disponibilidade de tempo, eu quase (eu disse quase!) sempre dispenso.

Assim, me lancei em várias sessões de classificados dos mais diversos fóruns sobre videogame, em busca de transações vantajosas, e acabei encontrando logo de cara dois títulos que buscava num ótimo valor, Skate 1 e Motorstorm, e depois de alguns dias, achei dois jogos mais recentes por um valor abaixo do comumente praticado, Bioshock e FIFA 2009. Acabei considerando que fiz ótimas negociações, já que por um preço justo, aumentei minha biblioteca com jogos de referência para o sistema.

Skate foi uma grata surpresa, apesar de admirar o esporte, poucas vezes me detive em jogar alguma coisa que envolvesse uma tábua com rodinhas, o máximo que eu cheguei perto da série Tony Hawks foi para ouvir a sua trilha sonora, e só. Aquelas manobras absurdas nunca me encantaram e daí, eu preferi deixar passar. Oferecer a experiência digital mais próxima de manobrar um skate é justamente o grande trunfo desse título, pode ser muito simplista, mas foi o suficiente para desbancar TH e me fazer criar um interesse por jogos deste esporte.

Já com Motorstorm a recepção foi menos acalorada. O jogo é bacana, e ao contrário do que eu imaginava, não tem o foco na velocidade e sim na dirigibilidade de cada veículo, acreditem, isso deixa as corridas muito competitivas. A parte chata é que é um game sem muitas das opções opções triviais para jogos deste gênero, como um versus em tela dividida, por exemplo.

Bioshock dispensa maiores apresentações, originalmente lançado para o Xbox 360, foi exatamente em um que eu tive a oportunidade de jogá-lo pela primeira vez ainda na sua versão de demonstração. Apesar de não ser exatamente um fã do gênero FPS Thriller, acabei ficando encantando com o jogo e com a sua inegável qualidade gráfica, tempos passaram, e o fato de o jogo ter sido um dos fortes concorrentes a jogo do ano em 2007 com certeza fizeram com que uma versão para Playstation 3 fosse produzida, aliás, uma conversão que sofreu diversas críticas por questões relacionadas a texturas de qualidade discutível. Como eu não sou exatamente um purista graficamente falando, o que importou para mim foi a real possibilidade de ter esta belezinha compondo a minha biblioteca de jogos.

FIFA 2009 foi responsável pela mudança mais substancial dentre as minhas escolhas, na verdade não apenas na minha, mas na de muitos indivíduos que apreciam um bom game de futebol. É senso comum entre os peladeiros virtuais que Winning Eleven era o mais próximo que uma partida deste esporte poderia ser, pelo menos quando se questiona jogabilidade, e FIFA seria algo muito... belo, com um nível de design e informações acuradas, mas longe de trazer uma jogabilidade gratificante. Eis que, nesta versão parece que finalmente o pessoal da EA tomou vergonha, e fez um jogo estupendo, claro que a Konami tem muita responsabilidade sobre isso, afinal, tem deixado PES cada vez mais ruim.

A grande vedete na minha opinião é a jogabilidade, que enfim foi revista, se assemelhando muito a uma partida real, muito mais cadenciada, o que obriga o jogador a trocar vários passes antes de decidir pelo chute em gol, já que os goleiros estão mais atentos e espertos. No quesito design e informações, áreas em que a série já era referência, tudo continua da mesma forma, informações muito atualizadas e com opções de adquirir as transferências de jogadores das ligas suportadas pelo serviço Adidas Live Season. Como se não bastasse, o modo on-line é bastante robusto, e com lags praticamente inexistentes, mesmo na opção dez versus dez.

Afirmo categoricamente que esta é uma verdadeira experência next-gen em jogos de futebol, isto por que a EA disponibilizou um serviço em que o usuário pode enviar diretamente para seu perfil virtual, hospedado na página da EA Sports Football, todos os dados referentes às partidas disputadas, demonstrando desde resultados até estatísticas apuradas sobre o desempenho do jogador. É possível inclusive uplodear vídeos dos replays de belas jogadas ou gols, absolutamente impressionante!

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20.1.09

- Um lugar para chamar de casa -

Logo no início de 2009, aproveitando o recesso escolar, eu estive relendo alguns textos que havia adicionado aos favoritos do meu navegador de internet. Curiosamente, abri um link que me direcionava para um breve texto, do início do ano passado que afirmava ser 2008 o ano do Playstation 3. Claro, um texto com essa chamada no título tem grande chances de ser permeado por um hype desnecessário, sobretudo nas produções de peso.

Não é minha intenção comentar sobre os grandes jogos lançados para o playstation 3 no último ano, me limito dizer que, de fato, foi um bom período para o console da sony, mas que, ainda há muito a melhorar. Voltando às expectativas expostas pelo texto, minha atenção voltou-se mesmo para a Home, o tal espaço social dos usuários do sistema da Sony que, como produto first-party, recebeu toda devida atenção da mídia especializada, principalmente pelo seu atraso sistemático. O conceito parecia atraente, é como se você pudesse ter uma espécie de The Sims On Line, com toda aquela gama de possibilidades de criação de personagens, mas claro, sem as complicações de gerenciamento, já que este é apenas um espaço social de convivência e não necessariamente um jogo. Entendo que a comparação possa parecer absurda para alguns, mas, para efeito de compreensão do que é o produto em si, é quase perfeito.

Meu interesse pela Home, desde que ouvi falar sobre ela, era mínimo. Primeiramente pelo fato de que uma comunidade nestes modos não era exatamente útil ao meu ver, em segundo lugar, me intrigava como o sistema conseguiria gerenciar todo aquele conteúdo via streaming. Curiosamente, na abertura para testes de um grupo selecionado, eu acabei recebendo um dos convites enviados pela Sony.

Movido pela curiosidade, achei válido testar o sistema. Então lá fui eu me logar na Playstation Store para ativar o código enviado por e-mail, e o primeiro susto não demorou a acontecer, para ter acesso à Home, é necessário reservar 3GB de espaço no disco rígido, claro que não parece ser muita coisa, mas é sempre bom lembrar que alguns jogos do aparelho requerem uma instalação de componentes no HD, e usuários que têm modelos como o meu, veem seus 40GB sumirem rapidamente. Contudo, apesar de reservar todo esse espaço, os downloads de conteúdo são por compartimentos, o que foi obviamente uma idéia acertada, assim para começar a usufruir da rede social, é necessário apenas um download inicial de 77MB. E é desta forma que tudo funciona, para ter acesso a determinado local, como o Shopping ou o Teatro, é necessário baixar o pacote de informações para o espaço, felizmente pode-se efetuar este download em segundo plano, e assim, continuar a perambular por algum outro ambiente. A chatice é que, qualquer modificação em algum destes cenários, como a adição de uma nova loja no shopping exige um novo download daquele ambiente.

De longe, os local mais povoado é a Praça Central, onde há uma espécie de tenda musical, com indivíduos dançando freneticamente, é tudo muito interessante e engraçado no começo, mas enjoa rápido. A cena mais comum é ver algum engraçadinho fazendo algum gesto pornográfico com outros avatares deixados em stand by, ou falando impropérios via headset, o que fez com que a sony aumentasse a vigilância sobre o ambiente. Depois de dois dias de uso intenso, eu já não aguentava mais entrar lá para nada fazer, de todo modo, reconheço que a Home tem um bom potencial a ser explorado, mas, como um produto que já sofreu alguns atrasos, deveria estar bem melhor.

No final das contas, sem nenhum apelo que pudesse me fazer mantê-la, deletei o sistema para recuperar meus três gigabytes perdidos, no momento eles serão mais úteis servindo à guarda dos dados de jogos. Um outro dia, eu volto para o lar.

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19.12.08

- Hasta la reorganización! -

Estamos a duas semanas do final do ano, época de festas familiares e consumo desenfreado, momento ideal também para reunir os amigos e jogar um pouco de videogame, tudo regado ao comentário de vantagens e revezes obtidos durante o ano.

Tentando ser bem específico, gamisticamente o meu ano foi bem movimentado, dá para afirmar que, sem sombra de dúvida este foi o ano em que mais investi no meu passatempo predileto, o que inclui a compra de um novo console e uma boa gama de jogos, originais, diga-se de passagem. Na contramão desse gasto, tive poucas oportunidades de me dedicar de fato a jogar o que adquiri, só para se ter uma idéia, dos nove jogos em disco que possuo, apenas um foi terminado: Uncharted: Drake's fortune, e isso por que ele é um game reconhecido pela sua curta duração.

Obviamente este desleixo não se deu pela minha falta de motivação, a verdade é que as obrigações me tomaram um tempo estupendo, o que foi agravado pelo meu ingresso no curso de Design Gráfico no Centro Federal de Educação tecnológica de Pernambuco - CEFET. Assim, mesmo que de forma apertada, eu tenho conseguido conciliar o trabalho pela manhã, e as faculdades à tarde, e à noite, logicamente, os finais de semana destinam-se quase que totalmente à leitura dos conteúdos estudados.

Outro ponto que problematizou a minha oportunidade de jogar algo foi a necessidade de mudar de residência, isso me fez ter que investir em um computador novo, já que o que usava anteriormente era compartilhado, assim como em reestruturar a rede elétrica da nova residência para atender as necessidades de segurança do aparelho. O lado bom dessa mudança foi que, ao montar a máquina, pude selecionar alguns componentes úteis às minhas novas necessidades: uma máquina potente e com grande espaço de disco rígido, já que pretensamente eu trabalharei com programas gráficos pesados; uma televisão/monitor lcd com uma boa resolução de imagem e sobretudo com entradas disponíveis para todos os equipamentos que possuo, resolvendo em parte o problema de ter um equipamento em cada canto da casa.

Graças ao Nintendo DS, a minha rotina gamística tem se mantido em níveis regulares, se não posso passar longos momentos jogando no Playstation 3, ao menos tem sido gratificante me dedicar pelo menos uns trinta minutos diários a jogos como Dragon Quest IV: chapter of the chosens, Metal slug 7, e o recém lançado remake do aclamado Chrono Trigger.

Mas, como foi dito no início deste post, o final do ano está aí, e ao menos as atividades estudantis estão suspensas, ou seja, haverá mais tempo para rever a família, os amigos, e é claro, jogar alguma coisa.

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8.12.08

- Agora vai! (eu espero) -

Depois do maior tempo que já passei ausente deste espaço, eu estou de volta. Nestes quase quatro meses, meu tempo foi escasso, mas também pude aproveitar os poucos momentos restantes para fazer coisas divertidas, há muito para ser dito, tenham certeza!

Até breve!

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21.8.08

- Voltando à ativa! -

Bom, minhas férias já se foram faz um bom tempo, mas ao menos deu para aproveitá-las muito bem. Foram quinze dias em viagem, e mais quinze dias dedicados a não fazer absolutamente nada, pelo menos nada mais sério do que sentar no sofá e curtir o Playstation 3, um momento devidamente aguardado e concretizado.

Finalmente dá pra afirmar que eu de fato pude experimentar a experiência proposta por essa nova geração, afinal pude utilizar satisfatoriamente a maioria dos recursos oferecidos pelo sistema e rede on line: realizei vídeo-conferências, efetuei cadastro e aquisição de conteúdo na Playstation Store e é claro, pude me dedicar a cascavilhar o modo on-line de vários títulos demo e, naturalmente, dos jogos que adquiri recentemente.

Em sendo sincero, quatro dos nove jogos em disco que possuo polarizaram mais a minha atenção, Uncharted: Drake's Fortune, Grand Theft Auto IV, NBA 2k7 e Pro Evolution Soccer 2008. Os dois primeiros obviamente não se faz necessário comentar demais, Uncharted é uma referência obrigatória a qualquer gamer que se interesse pelo estilo aventureiro similar a Tomb Raider; GTA IV traz tudo o que a série sempre teve de bom, só que agora de forma 'superlativada' pela capacidade gráfica dos novos aparelhos e é claro, pela competência da Rockstar. Os games de esportes sobressairam-se pela necessidade de jogar com os amigos 'in loco', e assim sendo, nada melhor do que um jogo coletivo como Basquete ou Futebol para animar as fervorosas disputas.


Contudo, apesar de ser um fan de Pro Evolution Soccer, não gostei desta versão 2008 para o PS3, com uma jogabilidade estranha, gráficos muito aquém do que o sistema pode oferecer e um sistema on-line de baixa qualidade, não vi motivos pelos quais devesse mantê-lo comigo, já que grosseiramente daria para afirmar que a versão que possuo no Playstation 2 é bem equiparável ao de seu irmão mais velho. Desta forma, após uma semana de uso me desfiz do título, conseguindo efetuar uma troca por Heavenly Sword, um dos games mais elogiados para o sistema, na verdade, este é um dos jogos que estavam na minha lista de prioridades para aquisição, mas que não foi incluso no pacote de compras.

Também tenho adquirido muito conteúdo na Playstation Store, apesar de desde o início do ano já ter um cadastro ativo, e de baixar muito conteúdo disponibilizado gratuitamente, só agora criei um conta virtual que me permitiu efetuar compras na Loja On-line do Sistema, assim além dos nove jogos em Blue-ray, já possuo também mais cinco títulos em meu disco-rígido, são eles: High Velocity Bowling, 1942: Joint Strike, Mortal Kombat II, Street Fighter Alpha e Siren: Blood Course.

Antes que pensem que ando gastando horrores com tudo isso, lhes aviso que excetuando-se o High Velocity Bowling, todos os outros foram compartilhados com amigos que também possuem o sistema, ou seja, o valor completo do jogo é repartido em cinco cotas de valor igual, o que torna o custo de investimento menor e assim mais acessível a todos, tenhamos como exemplo o jogo mais caro dentre os comprados neste sistema, Siren: Blood Course, que tem seu valor registrado em U$39,99, dividido entre cinco usuários teve cada cota estipulada em R$15,00, ou seja, um valor próximo do que é pago por um disco alternativo de Playstation 2. Sucessivamente, 1942: Joint Strike custou-me R$6,00, Street Fighter Alpha R$4,00 e Mortal Kombat II R$3,00. O único adquirido individualmente foi High Velocity Bowling, e ainda assim comprei-o pela metade do preço original, isto por que esteve em promoção durante alguns dias na loja on-line, tendo seu valor reduzido de U$10,00 para U$4,99, uma boa pechincha.

Com o final das férias e a rotina de estudo e trabalho de volta, pretendo manter o hábito de jogar por algumas horas nos finais de semana, algo raro no primeiro semestre deste ano, entretanto, a partir de agora há uma maior variedade de títulos ao meu dispor.

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11.7.08

- Como certas coisas não devem ser feitas -

Eu tenho um certo costume em ler manuais, principalmente aqueles que se dirigem aos equipamentos que possuo, em tese, este tipo de ação deveria ser tácita a todos os indivíduos que pretendam saber como utilizar de forma adequada alguns de seus bens materiais, entretanto, na realidade isto é muito mais um ponto singular num grupo social que acha que tudo sabe, ou que tudo resolve.

Comento sobre este 'hábito' usual para me referir especificamente a uma situação bizarra e até certo ponto revoltante com a qual me deparei nesta última quinta-feira, o fato é que, a NC Games - que oficialmente traz alguns títulos dos consoles de nova geração e os revende pelo país - efetuou uma promoção como mote para o lançamento oficial de Grand Theft Auto IV no país, nesta disputa bastaria criar um cartaz em que o indivíduo enviasse uma foto sua e preenchesse alguns campos indicando o por que de sua 'caça' pela polícia de Liberty City, simulando os cartazes oficiais utilizados na divulgação oficial do jogo proposta pela Rockstar.

Desta forma, achei a iniciativa muito bem-vinda, primeiramente pelo fato de a NC Games ter construído um site muito bacana e específicamente dedicado ao jogo, com informações em português e muito bom humor, assim decidi entrar na brincadeira. Como tenho este costume de ler quase todo tipo de regra, li calmamente todos os itens que norteavam a dita promoção, assim, eu saberia os limites estabelecidos, e as datas de início e término de toda a brincadeira.

Prestei bastante atenção ao item 5, que afirmava claramente que o indivíduo deveria enviar uma foto sua. Durante boa parte do tempo em que esteve ativa, passei algumas boas horas vendo a criação dos concorrentes e logo percebi que muitos indivíduos estavam utilizando-se de imagens protegidas por direitos autorais, imagens de terceiros, violando o tal artigo 5.

Para minha surpresa, ao acessar o site para ver o resultado, me deparei com uma imagem do personagem interpretado por Johnny Deep no filme piratas do caribe, o tal Jack Sparrow entre as três, e pior! ocupando o primeiro lugar, caso não acreditem, recomendo um visita ao site oficial do jogo, e lá procurando a seção "O Mais Procurado" terão acesso à imagem que aqui comento. Pergunto se isso não significa apenas uma infração ao próprio regulamento, assim como uma violação dos direitos autorais da empresa detentora do personagem, até por que, no regulamento há uma afirmação de que a NC Games pode utilizar-se da imagem durante o período de um ano. Se assim o fizerem estarão com grandes problemas pela frente. Gostaria de deixar claro que, o indivíduo que enviou tal imagem, poderia nem saber desta regra, pode ter enviado realmente por ingenuidade, mas daí a NC Games corroborar com isto são outros quinhentos!

Concorri com três cartazes, infelizmente, ao que parece não consegui ser congratulado, mas ainda assim, minha diversão foi trabalhar em tais imagens MINHAS, claro, não sou idiota, vencer seria ótimo, quem não gostaria? mas prezo sobretudo pela lisura do concurso, afinal, outros cartazes foram deveras interessantes, além do que, as outras duas posições foram ocupadas por pessoas que seguiram a regra e desta formas estariam sendo prejudicadas.

Fica aí o meu apontamento, e espero que tenha sido claro em apontar erros crassos, fruto de uma indisposição para leitura ou desconhecimento de regras criadas pela própria empresa, algo realmente lamentável. Por precaução, fiz inclusive uma captura da tela em que o artigo é apresentado, leiam com atenção e tirem suas próprias conclusões, se é que há espaço para outras interpretações! Isto me fez lembrar de umas promoções escrotas que rolavam na EGM Brasil!

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1.7.08

- A primeira vez a gente nunca esquece! -

O título é um clichê, eu sei, mas isso não importa exatamente, o que importa é que hoje é um dia memorável! realmente uma data a se comemorar, e olhem que isso não se refere a nenhuma aquisição material interessante ou recorde batido, que significância estas singelas coisas poderiam ter frente ao meu primeiro período de férias total? Sim, fééééééérias, férias de ambas as minhas ocupações, estou por um mês livre de qualquer obrigação no trabalho e na faculdade, pode parecer ridículo alguém comemorar isso, mas para mim, que desde 2001 não experimenta um período desses é muito!

E para aproveitar esta oportunidade, estarei viajando novamente à Fortaleza, lá aproveitarei o sol que anda desaparecido aqui em Recife. Desta vez, terei mais tempo disponível para conhecer alguns pontos interessantes da capital cearense, e algumas praias mais distantes.

Mas não vou de mãos abanando, já preparei devidamente meus gadgets, ipods shuffle e 5g prontos para toda e qualquer ocasião com o melhor do que os meus ouvidos podem querer escutar, além é claro do Nintendo DS, com jogos bacanas e casuais, para aqueles momentos em que a leseira dominar a minha mente. O Playstation 3 ficará em stand-by, como aliás passou os últimos cinco meses, porém, assim que voltar ao Recife terei muito com o que me entreter, os jogos que encomendei já estão em mãos, e confesso que foi difícil resistir a não jogá-los no último final de semana, mas consegui.

Aos que compartilham do mesmo período de liberdade, boas férias!

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21.6.08

- Quando a porcentagem é você -

Já não é novidade, faz um bom tempo que em fóruns, blogs e sites especializados surgem mensagens inflamadas sobre Playstations 3 defeituosos, em sua maioria, vítimas de um problema que sempre assolou a família de consoles da Sony, o tal desgaste do canhão de leitura.

Entretanto, diferentemente dos seus antecessores, o PS3 parece apresentar estes problemas muito cedo, aparelhos com míseros quatro meses de uso já apresentam uma inutilização do equipamento, e percebam que, entre os três sistemas que compõem a família playstation, este é praticamente o único modelo em que não há a possibilidade de utilização de discos piratas, que tanto eram apontados como destruidores de leitores. Isto ao meu ver, é assustador.

Por condições óbvias, aqui no Brasil este tipo de problema assume uma amplitude dramática, afinal, paga-se caro por um aparelho com a plena consciência de não poder contar com uma assistência técnica autorizada, e quando você percebe que não há nenhum nenhum motivo específico que se possa apontar como sendo o causador, as coisas ficam piores. Andei lendo muito posts sobre o assunto, e em um primeiro momento, acabei percebendo que os modelos mais atingidos eram os de 80gb e 60gb, contudo, com um pouco mais de pesquisa, encontrei diversos modelos de 40gb inclusos no 'pacote'.

A Sony nada comenta, pelo menos, não consegui encontrar nenhum comentário a respeito, os Sonystas, em parte, preferem fazer analogias ao problema crônico que atinge o Xbox 360, enfatizando que tal defeito é bem mais simples de se corrigir do que no aparelho concorrente, além de, atingir uma mínima porcentagem de sistemas, algo quase iníquo. Não discordo que as diferenças sejam enormes entre um e outro, mas, não acho que uma coisa justifique a outra, isso não faz sentido, pertencer ao grupo dos 1% dói tanto quanto ter um 360 com as 3rls.

Infelizmente, eu pude ver e acompanhar a chateação de um amigo "sorteado" por um problema até mais grave que a mera morte do canhão de leitura. Imaginem o que é tratar seu aparelho da forma mais cuidadosa possível, investir em uma boa biblioteca de jogos e equipamentos, e ver tudo isso simplesmente perder o sentido por um defeito absurdo. Foi o que aconteceu com Fernando.

Um belo dia, resolveu por o Guitar Hero no aparelho para apresentar a alguns amigos, e percebeu que o sistema se recusava a deixar o disco entrar no drive, primeiramente um susto, tentou mais algumas vezes e nada, a partir daí começou a incredulidade. Depois de várias tentativas frustradas, fomos buscar alguma avaliação dos técnicos 'oficiosos' que trabalham nas lojas de games do centro da cidade. Depois de algumas horas, duas avaliações distintas, e o mesmo indicativo: o drive parecia não estar tão bem, mas era placa que apresentava um problema mais sério, que influia diretamente na função do equipamento de leitura, e o pior, talvez isso fosse incorrigível. Depois de muita especulação, percebemos que alí acabava um investimento alto e arriscado, da pior maneira possível.

Esse caso em específico, pode-se tomar como isolado, contudo, eu fico absolutamente preocupado com a possibilidade de ver meu Playstation 3 parar de ler discos do nada, na verdade, nem quero cogitar esta possibilidade, parei de ler assiduamente a respeito desse problema para evitar uma paranóia desnecessária. Vou aproveitar meu games que já estão a caminho, e seja o que tiver de ser!

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29.5.08

- If you put it in that way, i'm in -

Enfim Grand Theft Auto IV foi lançado! tá bom, já faz um tempinho, na verdade já está disponível desde o dia 29 de abril, e por mais que se possa desejar, passar despercebido pelo lançamento de um arrasa-quarteirão como este é praticamente impossível. Se meses antes de ser lançado o jogo era assunto indispensável em qualquer site ou periódico específico de games, a partir de sua entrada no mercado, começou também a chamar todo tipo de mídia jornalística, de jornais impressos a programas de tv, muitos comentaram sobre o título, claro que, a maioria objetivava discutir muito mais sobre seus aspectos controversos, tópico clássico em todos os volumes da série.


Os números falam alto em GTA IV, sua produção consumiu três anos de trabalho de uma equipe composta por pouco mais de mil indivíduos, a um custo de U$100 milhões, atingindo assim o posto de produção mais cara do mundo dos games. Suas vendas também não deixaram dúvida quanto a boa recepção do título pelos consumidores, em seu primeiro dia, arrecadou U$170 milhões, em uma semana, U$500 milhões.

Pessoalmente, eu ainda acredito que números como estes por si só não comprovam diretamente a qualidade do produto, não que eu em algum momento duvide desta assertiva, mas, todos sabemos que campanhas de marketing servem exatamente para vender produtos e induzir escolhas, a arrecadação inicial é sobretudo fruto de um trabalho bem orientado, e neste quesito a Rockstar não deixou barato. Não há como negar, foi feito um ótimo trabalho de marketing, ouso dizer que as propagandas e teasers do jogo foram absurdamente bem elaboradas, focando sempre nas características humanas das personagens, tal e qual um filme o faria. Aliás, como sempre, a arte das ilustrações atinge um nível respeitável, e sua reprodução em peças publicitárias com pinturas à mão, agregam um valor ainda maior a todo o trabalho.

Como ainda não recebi a minha cópia, restou-me conferir todo conteúdo que circunda o jogo, disponível principalmente no site da Rockstar, lá pode-se ver muito dos recursos e opções disponíveis neste quarto episódio da série. não satisfeito com apenas com informações oficiais, andei lendo muita coisa produzida por terceiros: reviews, primeiras impressões e até um nega-review explicitando os pontos fracos de toda a trama, vídeos também não faltam, há toda sorte de pequenos curtas no Youtube.

Mas, por mais estranho que possa parecer, não era meu objetivo dissecar o game antes de tê-lo em mãos, meu interesse sequer está na trama geral ou na mecânica, pelo contrário, direcionei minha curiosidade para o que eu considero o grande trunfo de GTA: os detalhes. Jogos que se passam em algum tipo de comunidade, principalmente em urbanas, têm uma imensa potencialidade para explorar particularidades cotidianas que podem ser úteis ao desenrolar do próprio jogo, e mesmo que não sejam ações ativamente decisivas, ainda assim seria válido adicioná-las, com o intuito de deixar a experiência mais próxima de uma devida realidade humana, claro que esta opção nem sempre é possível, pois há um limite claro de recursos e espaço em disco a ser aproveitado.



Dentre as gratas particularidades incluídas no jogo, o que mais me chamou atenção foi a imensa trilha sonora à disposição. São nada menos que duzentas músicas distribuídas entre as dezenove estações que compõem o sistema de comunicação de Rádio de Liberty City, trata-se da maior trilha sonora dedicada a um game. Ora, mas isso já era feito em outras edições da série, teoricamente a única diferença estaria no número de canções disponíveis, mas aí, a Rockstar conseguiu de forma criativa atrelar sua trilha ao crescente comércio de música digital. Criou o ZIT, um serviço ativado pelo telefone celular do protagonista, em que o jogador pode obter maiores informações sobre a faixa que está escutando, além de poder criar uma lista com as suas favoritas, que posteriormente podem ser adquiridas por até U$0,99 no serviço de downloads da Amazon.com ou na Rockstar Social Club.

Com certeza esta foi uma ótima iniciativa, porém, é nitidamente oneroso comprar muitas faixas por esse sistema, eu preferi recorrer ao bom e velho mininova.org, lá encontrei diversos torrents com aproximadamente 1.5GB, contendo não apenas toda a trilha, mas também as propagandas e o aúdio das emissoras 'faladas'. Como não poderia deixar de ser, mandei todas diretamente para meu mp3 player.


Fiquei encantando com o trabalho cuidadoso que foi dado a cada emissora, com vinhetas e propagandas muito bem elaboradas, o comentário dos Dj's também são destacáveis, cada qual com seu tipo de fala caricato, pontuando sobre o estilo de música que sua rádio toca e sempre fazendo referência ao cotidiano de Liberty City. Há incusive personalidades do mundo da música entre eles: Iggy Pop na Liberty Rock Radio, Juliette Lewis na RadioBroker, e o Estilista Karl Lagerfeld na K109. É realmente um trabalho primoroso. Dentro do jogo também há uma boa gama de recursos midiáticos interativos, como programas de TV, Websites e afins, porém, o meu acesso mais profundo foi realmente ao conteúdo musical.

Para finalizar este imenso post, eu admito: Estou fascinado por Grand Theft Auto IV mesmo sem ter tido ainda a oportunidade jogá-lo, ou apenas vê-lo rodando em algum sistema, para ser sincero, nem precisava.

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23.5.08

- Esquentando os tamborins -

Vim aqui retirar a poeira que já se percebe acumulada pelos mais de quarenta dias em que não dei as caras neste blog, ao menos no que se refere à postagens.

Mas vamos ao que interessa. Se pouco vim aqui, o mesmo não posso dizer no que se relaciona aos games, dá até pra dizer que nestes últimos meses eu terminei muitos jogos que estavam atrasados no Nintendo DS, isso se deve em muito pela consolidação de algumas ações, como jogar ao menos trinta minutinhos ao dia durante a semana, assim, dá para conciliar a jogatina com os estudos sem comprometer a obrigação e a diversão.

Justamente por ter jogos mais simples e curtos, o DS continua dominando minhas pretensões de jogo, e por motivos óbvios, é bem mais simples tê-lo a mão quando se precisa, por outro lado e infelizmente, meu Playstation 3 continua embalado e guardado em sua caixa, mas, ao menos eu já posso vislumbrar um futuro mais promissor para o meu equipamento, isto por que as minhas férias aproximam-se, e pela primeira vez em mais de cinco anos eu terei um período livre compatível em minhas duas ocupações diárias, o trabalho e o estudo, isso significa obviamente uma maior disponibilidade de tempo, que pretendo usar em parte para me dedicar ao sistema com mais carinho e quem sabe daí para frente, procurar manter uma rotina de jogo senão diária, semanal.

Para comemorar este momento, aproveitei uma grata oportunidade, e adquiri alguns jogos a um preço relativamente justo, assim, terei muito com o que me ocupar durante os dias em que estiver de férias. Minhas escolhas forma óbvias, como tenho dito seguidamente aqui pelo blog, meu investimento será sobretudo em jogos mais destacados e comumente elogiados, e que logicamente, atendam aos meus interesses, neste sentido, fiz uma opção pelos seguintes títulos: Uncharted: Drake's Fortune, Burnout Paradise, Call of Duty 4 e o recém lançado Grand Theft Auto IV.

E então surge a pergunta: Mas como você consegue controlar-se tendo estas belezinhas em mãos? bom, eu ainda não os recebi, e ainda bem. A previsão é de que cheguem na última semana de Junho, e isso me ajuda um bocado a não perder o foco dos estudos justamente nos últimos dias de aula!

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8.4.08

- Cadê o tempo que estava aqui? -

Opa! parece que levei a sério a possibilidade de ser difícil largar o Playstation 3 para vir até aqui postar. Tecnicamente, nem precisaria deixá-lo de lado para conseguir escrever no blog, afinal, o sistema possui um browser de acesso à web, perfeito para conferir algum site entre uma jogatina e outra.

Durante boa parte do tempo em que utilizei o Playstation 3, algo que só ocorreu especificamente nos finais de semana, eu diria que em mais da metade deste tempo, estive testando as funcionalidades do aparelho. Dá para afirmar que qualquer indivíduo que tenha uma noção simples de Sistemas Operacionais possa compreendê-lo sem maiores dificuldades, todas as opções estão intuitivamente organizadas e bem distribuídas, além disso, há toda uma gama de opções para modificar a interface do sistema e deixá-lo do jeito que desejar.

Não tive maiores problemas em conectar o equipamento à rede wi-fi, tampouco em preencher o cadastro da Playstation Network Norte-Americana e começar a baixar demos, vídeos e todo tipo de quinquilharia digital que estivesse sendo oferecida gratuitamente. Acredito ter deixado o Playstation 3 baixando conteúdo por no mínimo 48 horas ininterruptas e, apesar de todo este tempo em pleno funcionamento, não percebi nenhum aquecimento fora do normal, alías, eu fiquei muito satisfeito também com o quase imperceptível nível de ruído do aparelho.

Fiz alguns testes de hardware simples, como testar a compatibilidade do aparelho com hubs expansores de usbs genéricos, com a finalidade de saber se é possível com isso, expandir o número de portas disponíveis, já que o meu modelo - 40gb - conta com apenas duas saídas deste tipo. De fato hubs genéricos funcionam perfeitamente, assim como teclado e mouse, apesar da teórica pouca utilidade que eles possam ter, acho interessante a possibilidade de usar ao menos um teclado para digitar mensagens na PSN, ou mesmo navegar na Internet pelo browser do aparelho, sem ter que ficar me "arrastando" com o analógico do Sixaxis. Convenhamos, o custo desses equipamentos é acessível, e imagino que se justifiquem.

Mas o pior de tudo é que eu ando com o tempo muito escasso para poder me dedicar a algum jogo, na verdade eu tenho apenas um completo e em Blu-ray: Fight Night Round 3, agora imaginem a minha situação conflitante: ter um equipamento de alta performance... guardado na caixa. Bem, sem exageros, isso não é o fim do mundo! na verdade é uma besteira. Por enquanto, vou me preocupando com as coisas primeiras, o aparelho está em fase de amadurecimento, com a PSN passando por modificações estruturais e bons jogos começando a despontar em poucos meses, até lá, eu vou me segurando do jeito que dá, mas eu digo: é difícil!

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6.3.08

- Partindo para o lado negro da força! -

No último post publicado em 2007, eu fiz um comentário sobre a minha experiência de uso em um Playstation 3, assim como uma pequena comparação com o seu principal concorrente, o Xbox 360. Além disso, comentei que possivelmente neste ano eu poderia por as mãos em um dos três sistemas disponíveis no mercado, fato que se consumou no último fim de semana com a chegada do meu novo console, assim, encerrei um longo período de pesquisa, análises e muita especulação sobre qual aparelho da nova geração adquirir. Depois de conferir vantagens e desvantagens de cada sistema, tentei refletir sobre qual das opções seria a mais indicada ao meu contexto, principalmente no tocante aos custos, afinal, estamos no Brasil! Para conhecimento geral, desde o release das máquinas eu havia organizado em minha mente a seguinte lógica de possível aquisição: 1. Wii, 2. Xbox 360 e 3. PS3

Imagino que grande parte dos meus amigos saiba da minha admiração pelo Nintendo Wii, simpatizei com o direcionamento do aparelho, voltado sobretudo aos jogos casuais, mais acessíveis ao jogadores esporádicos, não que eu me encaixe exatamente no foco do sistema, mas, existe todo um grupo de pessoas que me rodeiam e que não se arriscam a jogar pela complexidade dos jogos atuais, alías, imagino que a minha recente experiência com o Nintendo DS tenha forte influência nesse aspecto. Logo, o console da Nintendo despontava como a minha porta de acesso à nova geração, uma escolha módica, principalmente pela possibilidade de fazer um destravamento sem sofrer sanções pesadas, como acontece no caso do Xbox 360.

Outro ponto crucial no Wii seria o seu relativo baixo custo, entretanto, por conta do hype que tomou conta do aparelho, mesmo em terras estrangeiras e mais de um ano após seu lançamento, encontrá-lo é difícil, e quando isso é possível, os preços normalmente extrapolam o tabelado. Assim sendo, dá para avaliar mais ou menos o tratamento dado ao sistema aqui no Brasil, com a média do valor de revenda sendo praticamente duplicada, toda a ideologia por trás do aparelho conta para nada. E foi exatamente por este motivo que eu vi minhas possibilidades de pegar um Wii diminuirem bastante, para ser mais sincero, o valor sugerido por aqui infelizmente não compensa o investimento.

Na outra ponta, e bem mais distante do meu bolso, os outros dois consoles de alto desempenho gráfico, XBox 360 e Playstation 3. O console da Microsoft é paradoxal, no aspecto relativo à softwares, apresenta uma biblioteca consistente e em constante evolução, arrisco inclusive dizer ser a mais atraente dos três sistemas, com franquias de peso sendo produzidas em caráter exclusivo, quebrando a exclusividade da concorrência (leia-se PS3) ou mesmo tendo o aparelho como base principal para jogos multiplataforma, o que é uma diferença significativa. A rede On line Live também pesa a favor do console da Microsoft, já que seus recursos e organização são exemplares. O que sempre me deixou temeroso sobre o 360 é o medo comum da maioria dos usuários, as temidas três luzes vermelhas, que normalmente indicam uma superaquecimento do sistema, ora seria insano do meu ponto de vista investir em um aparelho que possui um erro conceitual, principalmente pelo fato de estar totalmente descoberto de alguma garantia em solo brasileiro, a menos que me dispusesse a pagar um bom dinheiro a mais pelo tal kit nacional, assim sendo, tirei-o das minhas pretensões de aquisição, ao menos até que essa falha possa ser corrigida, se é que um dia isso vai acontecer.

Imagino que não seja necessário comentar tanto sobre o Playstation 3, isso já foi dito no último post do ano passado. Basta perceber que com a comercialização do modelo mais popular, equipado com Disco Rígido de 40GB, redução de quatro para duas portas USBs e supressão dos Leitores de Mémoria, e da retrocompatibilidade com os jogos de Playstation 2, o valor de mercado e o interesse do público pelo aparelho acabou sendo positivo.

Assim, depois de muito avaliar, cheguei ao consenso de que aquela minha lista de aquisição havia sofrido uma alteração em sua composição, o modelo básico PS3 acabou virando a opção mais justa, afinal, no que pesa diretamente no bolso, o seu custo, estava praticamente equiparado ao Wii hypeado. Outras ponderações, como sobrevida do sistema, recursos disponíveis e opções on line também pesaram na escolha, mas é bom deixar claro que, o fator valor foi preponderante. Com a escolha feita, logo surgiu uma possibilidade de aquisição. Mais uma vez, Fernando me aparece com uma daquelas oportunidades imperdíveis, negócio fechado, bastou esperar alguns dias até a chegada do aparelho, e cá estou, desde o último final de semana, possuidor de um Playstation 3.

Em breve, postarei as minhas impressões sobre os recursos e utilidades do sistema, isso se eu conseguir deixá-lo para vir aqui! :D

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26.2.08

- Algumas canetadas depois... -

Perdoem minha ausência, na verdade dei-me um bom tempo de descanso durante este período de quase trinta dias, isso por estar de férias das aulas na universidade, o que me garantiu algumas boas tardes livres, e um certo descompromisso com atividades rotineiras, inclusive com o blog.


Entretanto, aproveitei essa disponibilidade para adiantar alguns games que já estavam parados à algum tempo no meu flashcard, principalmente Phoenix Wright, um dos remanescentes da primeira leva de jogos que pus em meu aparelho. Terminando-o decidi me dedicar a jogar The Legend of Zelda: Phantom Hourglass, o primeiro título da série para o portátil. Mesmo tendo sido lançado a mais de quatro meses atrás, fiz o que pude e segurei a minha ansiedade, tudo para poder jogá-lo apenas no período de férias, com mais calma e tranquilidade. Não pretendo fazer um comentário longo sobre o jogo, como sempre, prefiro afirmar que outros sites fazem isso com maestria, apenas quero comentar o que já vem se tornando senso comum, praticamente uma redundância: a Nintendo absolutamente reforça que além de uma grande produtora de consoles, é forte também no campo da criação de jogos, não exatamente em relação ao desenvolvimento de novas franquias de sucesso, mas sobretudo, ao tratamento esmerado que é dispensado aos seus principais ícones, e no caso específico de Phantom Hourglass, aliando de uma forma muito satisfátoria o desenvolvimento do jogo com as potencialidades do aparelho. Com uma história simples e bem desenvolvida, além de controles assustadoramente acessíveis, tornou-se mais um daqueles jogos indispensáveis para os donos de um Nintendo DS.


Porém, as férias da faculdade já se foram, e tudo voltou ao normal. O pouco tempo que reservo aos games, sobretudo no fim de semana, estão sendo preenchidos com o fantástico Professor Layton & The Curious Village, que poderia ser mais um dos tantos bons games baseados na resolução de Puzzles, mas que, como todo produto que sobressai sobre os demais em algum aspecto, procura fazê-lo de uma forma mais suave, introduzindo uma história que gira em torno da busca de um precioso artefato deixado por um rico personagem na cidade de St. Mystere e, tendo como principais personagens o Professor Hershel Layton, e seu jovem companheiro Luke.



Além da ótima idéia de introduzir um enredo que torne a resolução dos puzzles parte integrante da evolução do personagem na trama, outro aspecto que contribui efetivamente para o sucesso do game, e literalmente encherá os olhos dos jogadores, é o estilo gráfico utilizado, que traz artes claramente influenciadas pelo estilo europeu de animação, muito similar a desenhos famosos como o clássico Tin Tin. A beleza e qualidade das animações, assim como a perfeita dublagem produzida em um legítimo Inglês Britânico, mostram o quanto a Level-5 preocupou-se em oferecer um produto de qualidade aos que se aventurarem em resolver as questões oferecidas. Aos amantes do gênero, eis aí uma ótima oportunidade!

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26.1.08

- Recife, pelos seus rios -

Se pudesse recomendar um bom programa em Recife, com certeza indicaria um passeio de catamarã pelos rios que cortam o centro da cidade, além de um bom passatempo, é também uma boa oportunidade para perceber o quanto a cidade pode ser visualmente encantadora quando vista de um ângulo diverso daquele que a maioria de nós estamos acostumados, aliás, especificamente neste período que compreende a época de natal e o aniversário da cidade - comemorado no mês de Março - as luzes e enfeites conferem uma beleza singular aos pontos mais ilustres do centro, sobretudo às diversas pontes, cartões postais da cidade.

Depois de muito adiar, decidi enfim, trocar o corre-corre da vida diurna, que inclui transitar sob um calor agoniante, com o barulho por vezes insuportável do trânsito, por um sossegado passeio nas tranquilas águas dos rios Beberibe e Capibaribe. O trajeto tem como ponto de partida o Bar Catamarã, e já de saída, podemos perceber o quão arquitetonicamente intrusivas se mostram as duas torres residenciais recém-construídas às margens do antigo porto, de lá se prossegue até o Parque das Esculturas, espaço criado sobre um arrecife, em comemoração aos quinhentos anos do descobrimento de Brasil, e que abriga cerca de noventa obras do artista plástico Francisco Brennand, no Marco Zero de Recife.



De lá, o passeio que é todo feito ao som de músicas de artistas pernambucanos, e com uma guia à bordo (apontando principalmente a importância histórica dos monumentos), segue para o seu itinerário principal, percorrendo o caminho apropriadamente iluminado pelas famosas pontes que interligam os bairros da Boa Vista, de Santo Antônio e do Recife.

Às margens do rio, vamos percebendo prédios históricos integrando-se a paisagem, como o antigo edifício que abrigou a Alfândega, transformado em centro de compras de luxo, o Grande Hotel, hoje Forúm Tomás de Aquino, assim como o conjunto arquitetônico formado pelo Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, Palácio da Justiça, Teatro Santa Isabel e o Liceu de Artes e Ofícios, todos imediatamente abrigados pela bela Praça da República. Ao aproximar-se da faixa do rio que opõe as Ruas da Aurora e do Sol (que recebem este nome por receberem os primeiros e as últimos raios de luz da tal estrela) podemos observar o Tradicional centro educacional Ginásio Pernambucano e o Palácio Joaquim Nabuco, sede da Assembléia Legislativa do Estado. Mais adiante percebe-se alguns dos remanescentes casarões neoclássicos que compõem a bela paisagem da Rua da Aurora, e em seu lado oposto o conjunto arquitetônico pertencente à Avenida Guararapes.



Durante todo esse trajeto, dá para perceber a importância que essas águas tiveram, e que ainda hoje possuem para a cidade e consequentemente para a vida das pessoas. Deu para contrastar duas realidades que dividem praticamente o mesmo espaço georgáfico: a do rio tranquilo, e a do asfalto enervado e apressado da atualidade. E ao perceber que mesmo àquela hora da noite, e sobretudo nesses tempos de poluição desmedida, algumas pessoas ainda lutavam para retirar seu sustento diário, foi inevitável não reletir sobre os versos de João Cabral de Melo Neto em Cão sem Plumas:

"Na paisagem do rio, difícil é saber onde começa o rio, onde a lama começa no rio. Onde a terra começa da lama, onde o homem, onde a pele começa da lama. Onde começa o homem naquele homem".



A realidade da sobrevivência é cruel, e quase sempre, com sua voracidade pelo tempo nunca suficiente, nos faz passar despercebido por esses pontos componentes da nossa própria história, se um dia puder, tente perceber a cidade por este ângulo, garanto que vale a pena!

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