- Voltando à ativa! -
Bom, minhas férias já se foram faz um bom tempo, mas ao menos deu para aproveitá-las muito bem. Foram quinze dias em viagem, e mais quinze dias dedicados a não fazer absolutamente nada, pelo menos nada mais sério do que sentar no sofá e curtir o Playstation 3, um momento devidamente aguardado e concretizado.
Finalmente dá pra afirmar que eu de fato pude experimentar a experiência proposta por essa nova geração, afinal pude utilizar satisfatoriamente a maioria dos recursos oferecidos pelo sistema e rede on line: realizei vídeo-conferências, efetuei cadastro e aquisição de conteúdo na Playstation Store e é claro, pude me dedicar a cascavilhar o modo on-line de vários títulos demo e, naturalmente, dos jogos que adquiri recentemente.
Em sendo sincero, quatro dos nove jogos em disco que possuo polarizaram mais a minha atenção, Uncharted: Drake's Fortune, Grand Theft Auto IV, NBA 2k7 e Pro Evolution Soccer 2008. Os dois primeiros obviamente não se faz necessário comentar demais, Uncharted é uma referência obrigatória a qualquer gamer que se interesse pelo estilo aventureiro similar a Tomb Raider; GTA IV traz tudo o que a série sempre teve de bom, só que agora de forma 'superlativada' pela capacidade gráfica dos novos aparelhos e é claro, pela competência da Rockstar. Os games de esportes sobressairam-se pela necessidade de jogar com os amigos 'in loco', e assim sendo, nada melhor do que um jogo coletivo como Basquete ou Futebol para animar as fervorosas disputas.
Contudo, apesar de ser um fan de Pro Evolution Soccer, não gostei desta versão 2008 para o PS3, com uma jogabilidade estranha, gráficos muito aquém do que o sistema pode oferecer e um sistema on-line de baixa qualidade, não vi motivos pelos quais devesse mantê-lo comigo, já que grosseiramente daria para afirmar que a versão que possuo no Playstation 2 é bem equiparável ao de seu irmão mais velho. Desta forma, após uma semana de uso me desfiz do título, conseguindo efetuar uma troca por Heavenly Sword, um dos games mais elogiados para o sistema, na verdade, este é um dos jogos que estavam na minha lista de prioridades para aquisição, mas que não foi incluso no pacote de compras.
Também tenho adquirido muito conteúdo na Playstation Store, apesar de desde o início do ano já ter um cadastro ativo, e de baixar muito conteúdo disponibilizado gratuitamente, só agora criei um conta virtual que me permitiu efetuar compras na Loja On-line do Sistema, assim além dos nove jogos em Blue-ray, já possuo também mais cinco títulos em meu disco-rígido, são eles: High Velocity Bowling, 1942: Joint Strike, Mortal Kombat II, Street Fighter Alpha e Siren: Blood Course.
Antes que pensem que ando gastando horrores com tudo isso, lhes aviso que excetuando-se o High Velocity Bowling, todos os outros foram compartilhados com amigos que também possuem o sistema, ou seja, o valor completo do jogo é repartido em cinco cotas de valor igual, o que torna o custo de investimento menor e assim mais acessível a todos, tenhamos como exemplo o jogo mais caro dentre os comprados neste sistema, Siren: Blood Course, que tem seu valor registrado em U$39,99, dividido entre cinco usuários teve cada cota estipulada em R$15,00, ou seja, um valor próximo do que é pago por um disco alternativo de Playstation 2. Sucessivamente, 1942: Joint Strike custou-me R$6,00, Street Fighter Alpha R$4,00 e Mortal Kombat II R$3,00. O único adquirido individualmente foi High Velocity Bowling, e ainda assim comprei-o pela metade do preço original, isto por que esteve em promoção durante alguns dias na loja on-line, tendo seu valor reduzido de U$10,00 para U$4,99, uma boa pechincha.
Com o final das férias e a rotina de estudo e trabalho de volta, pretendo manter o hábito de jogar por algumas horas nos finais de semana, algo raro no primeiro semestre deste ano, entretanto, a partir de agora há uma maior variedade de títulos ao meu dispor.
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11.7.08
- Como certas coisas não devem ser feitas -
Eu tenho um certo costume em ler manuais, principalmente aqueles que se dirigem aos equipamentos que possuo, em tese, este tipo de ação deveria ser tácita a todos os indivíduos que pretendam saber como utilizar de forma adequada alguns de seus bens materiais, entretanto, na realidade isto é muito mais um ponto singular num grupo social que acha que tudo sabe, ou que tudo resolve.
Comento sobre este 'hábito' usual para me referir especificamente a uma situação bizarra e até certo ponto revoltante com a qual me deparei nesta última quinta-feira, o fato é que, a NC Games - que oficialmente traz alguns títulos dos consoles de nova geração e os revende pelo país - efetuou uma promoção como mote para o lançamento oficial de Grand Theft Auto IV no país, nesta disputa bastaria criar um cartaz em que o indivíduo enviasse uma foto sua e preenchesse alguns campos indicando o por que de sua 'caça' pela polícia de Liberty City, simulando os cartazes oficiais utilizados na divulgação oficial do jogo proposta pela Rockstar.
Desta forma, achei a iniciativa muito bem-vinda, primeiramente pelo fato de a NC Games ter construído um site muito bacana e específicamente dedicado ao jogo, com informações em português e muito bom humor, assim decidi entrar na brincadeira. Como tenho este costume de ler quase todo tipo de regra, li calmamente todos os itens que norteavam a dita promoção, assim, eu saberia os limites estabelecidos, e as datas de início e término de toda a brincadeira.
Prestei bastante atenção ao item 5, que afirmava claramente que o indivíduo deveria enviar uma foto sua. Durante boa parte do tempo em que esteve ativa, passei algumas boas horas vendo a criação dos concorrentes e logo percebi que muitos indivíduos estavam utilizando-se de imagens protegidas por direitos autorais, imagens de terceiros, violando o tal artigo 5.
Para minha surpresa, ao acessar o site para ver o resultado, me deparei com uma imagem do personagem interpretado por Johnny Deep no filme piratas do caribe, o tal Jack Sparrow entre as três, e pior! ocupando o primeiro lugar, caso não acreditem, recomendo um visita ao site oficial do jogo, e lá procurando a seção "O Mais Procurado" terão acesso à imagem que aqui comento. Pergunto se isso não significa apenas uma infração ao próprio regulamento, assim como uma violação dos direitos autorais da empresa detentora do personagem, até por que, no regulamento há uma afirmação de que a NC Games pode utilizar-se da imagem durante o período de um ano. Se assim o fizerem estarão com grandes problemas pela frente. Gostaria de deixar claro que, o indivíduo que enviou tal imagem, poderia nem saber desta regra, pode ter enviado realmente por ingenuidade, mas daí a NC Games corroborar com isto são outros quinhentos!
Concorri com três cartazes, infelizmente, ao que parece não consegui ser congratulado, mas ainda assim, minha diversão foi trabalhar em tais imagens MINHAS, claro, não sou idiota, vencer seria ótimo, quem não gostaria? mas prezo sobretudo pela lisura do concurso, afinal, outros cartazes foram deveras interessantes, além do que, as outras duas posições foram ocupadas por pessoas que seguiram a regra e desta formas estariam sendo prejudicadas.
Fica aí o meu apontamento, e espero que tenha sido claro em apontar erros crassos, fruto de uma indisposição para leitura ou desconhecimento de regras criadas pela própria empresa, algo realmente lamentável. Por precaução, fiz inclusive uma captura da tela em que o artigo é apresentado, leiam com atenção e tirem suas próprias conclusões, se é que há espaço para outras interpretações! Isto me fez lembrar de umas promoções escrotas que rolavam na EGM Brasil!
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1.7.08
- A primeira vez a gente nunca esquece! -
O título é um clichê, eu sei, mas isso não importa exatamente, o que importa é que hoje é um dia memorável! realmente uma data a se comemorar, e olhem que isso não se refere a nenhuma aquisição material interessante ou recorde batido, que significância estas singelas coisas poderiam ter frente ao meu primeiro período de férias total? Sim, fééééééérias, férias de ambas as minhas ocupações, estou por um mês livre de qualquer obrigação no trabalho e na faculdade, pode parecer ridículo alguém comemorar isso, mas para mim, que desde 2001 não experimenta um período desses é muito!
E para aproveitar esta oportunidade, estarei viajando novamente à Fortaleza, lá aproveitarei o sol que anda desaparecido aqui em Recife. Desta vez, terei mais tempo disponível para conhecer alguns pontos interessantes da capital cearense, e algumas praias mais distantes.
Mas não vou de mãos abanando, já preparei devidamente meus gadgets, ipods shuffle e 5g prontos para toda e qualquer ocasião com o melhor do que os meus ouvidos podem querer escutar, além é claro do Nintendo DS, com jogos bacanas e casuais, para aqueles momentos em que a leseira dominar a minha mente. O Playstation 3 ficará em stand-by, como aliás passou os últimos cinco meses, porém, assim que voltar ao Recife terei muito com o que me entreter, os jogos que encomendei já estão em mãos, e confesso que foi difícil resistir a não jogá-los no último final de semana, mas consegui.
Aos que compartilham do mesmo período de liberdade, boas férias!
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21.6.08
- Quando a porcentagem é você -
Já não é novidade, faz um bom tempo que em fóruns, blogs e sites especializados surgem mensagens inflamadas sobre Playstations 3 defeituosos, em sua maioria, vítimas de um problema que sempre assolou a família de consoles da Sony, o tal desgaste do canhão de leitura.
Entretanto, diferentemente dos seus antecessores, o PS3 parece apresentar estes problemas muito cedo, aparelhos com míseros quatro meses de uso já apresentam uma inutilização do equipamento, e percebam que, entre os três sistemas que compõem a família playstation, este é praticamente o único modelo em que não há a possibilidade de utilização de discos piratas, que tanto eram apontados como destruidores de leitores. Isto ao meu ver, é assustador.
Por condições óbvias, aqui no Brasil este tipo de problema assume uma amplitude dramática, afinal, paga-se caro por um aparelho com a plena consciência de não poder contar com uma assistência técnica autorizada, e quando você percebe que não há nenhum nenhum motivo específico que se possa apontar como sendo o causador, as coisas ficam piores. Andei lendo muito posts sobre o assunto, e em um primeiro momento, acabei percebendo que os modelos mais atingidos eram os de 80gb e 60gb, contudo, com um pouco mais de pesquisa, encontrei diversos modelos de 40gb inclusos no 'pacote'.
A Sony nada comenta, pelo menos, não consegui encontrar nenhum comentário a respeito, os Sonystas, em parte, preferem fazer analogias ao problema crônico que atinge o Xbox 360, enfatizando que tal defeito é bem mais simples de se corrigir do que no aparelho concorrente, além de, atingir uma mínima porcentagem de sistemas, algo quase iníquo. Não discordo que as diferenças sejam enormes entre um e outro, mas, não acho que uma coisa justifique a outra, isso não faz sentido, pertencer ao grupo dos 1% dói tanto quanto ter um 360 com as 3rls.
Infelizmente, eu pude ver e acompanhar a chateação de um amigo "sorteado" por um problema até mais grave que a mera morte do canhão de leitura. Imaginem o que é tratar seu aparelho da forma mais cuidadosa possível, investir em uma boa biblioteca de jogos e equipamentos, e ver tudo isso simplesmente perder o sentido por um defeito absurdo. Foi o que aconteceu com Fernando.
Um belo dia, resolveu por o Guitar Hero no aparelho para apresentar a alguns amigos, e percebeu que o sistema se recusava a deixar o disco entrar no drive, primeiramente um susto, tentou mais algumas vezes e nada, a partir daí começou a incredulidade. Depois de várias tentativas frustradas, fomos buscar alguma avaliação dos técnicos 'oficiosos' que trabalham nas lojas de games do centro da cidade. Depois de algumas horas, duas avaliações distintas, e o mesmo indicativo: o drive parecia não estar tão bem, mas era placa que apresentava um problema mais sério, que influia diretamente na função do equipamento de leitura, e o pior, talvez isso fosse incorrigível. Depois de muita especulação, percebemos que alí acabava um investimento alto e arriscado, da pior maneira possível.
Esse caso em específico, pode-se tomar como isolado, contudo, eu fico absolutamente preocupado com a possibilidade de ver meu Playstation 3 parar de ler discos do nada, na verdade, nem quero cogitar esta possibilidade, parei de ler assiduamente a respeito desse problema para evitar uma paranóia desnecessária. Vou aproveitar meu games que já estão a caminho, e seja o que tiver de ser!
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29.5.08
- If you put it in that way, i'm in -
Enfim Grand Theft Auto IV foi lançado! tá bom, já faz um tempinho, na verdade já está disponível desde o dia 29 de abril, e por mais que se possa desejar, passar despercebido pelo lançamento de um arrasa-quarteirão como este é praticamente impossível. Se meses antes de ser lançado o jogo era assunto indispensável em qualquer site ou periódico específico de games, a partir de sua entrada no mercado, começou também a chamar todo tipo de mídia jornalística, de jornais impressos a programas de tv, muitos comentaram sobre o título, claro que, a maioria objetivava discutir muito mais sobre seus aspectos controversos, tópico clássico em todos os volumes da série.
Os números falam alto em GTA IV, sua produção consumiu três anos de trabalho de uma equipe composta por pouco mais de mil indivíduos, a um custo de U$100 milhões, atingindo assim o posto de produção mais cara do mundo dos games. Suas vendas também não deixaram dúvida quanto a boa recepção do título pelos consumidores, em seu primeiro dia, arrecadou U$170 milhões, em uma semana, U$500 milhões.
Pessoalmente, eu ainda acredito que números como estes por si só não comprovam diretamente a qualidade do produto, não que eu em algum momento duvide desta assertiva, mas, todos sabemos que campanhas de marketing servem exatamente para vender produtos e induzir escolhas, a arrecadação inicial é sobretudo fruto de um trabalho bem orientado, e neste quesito a Rockstar não deixou barato. Não há como negar, foi feito um ótimo trabalho de marketing, ouso dizer que as propagandas e teasers do jogo foram absurdamente bem elaboradas, focando sempre nas características humanas das personagens, tal e qual um filme o faria. Aliás, como sempre, a arte das ilustrações atinge um nível respeitável, e sua reprodução em peças publicitárias com pinturas à mão, agregam um valor ainda maior a todo o trabalho.
Como ainda não recebi a minha cópia, restou-me conferir todo conteúdo que circunda o jogo, disponível principalmente no site da Rockstar, lá pode-se ver muito dos recursos e opções disponíveis neste quarto episódio da série. não satisfeito com apenas com informações oficiais, andei lendo muita coisa produzida por terceiros: reviews, primeiras impressões e até um nega-review explicitando os pontos fracos de toda a trama, vídeos também não faltam, há toda sorte de pequenos curtas no Youtube.
Mas, por mais estranho que possa parecer, não era meu objetivo dissecar o game antes de tê-lo em mãos, meu interesse sequer está na trama geral ou na mecânica, pelo contrário, direcionei minha curiosidade para o que eu considero o grande trunfo de GTA: os detalhes. Jogos que se passam em algum tipo de comunidade, principalmente em urbanas, têm uma imensa potencialidade para explorar particularidades cotidianas que podem ser úteis ao desenrolar do próprio jogo, e mesmo que não sejam ações ativamente decisivas, ainda assim seria válido adicioná-las, com o intuito de deixar a experiência mais próxima de uma devida realidade humana, claro que esta opção nem sempre é possível, pois há um limite claro de recursos e espaço em disco a ser aproveitado.
Dentre as gratas particularidades incluídas no jogo, o que mais me chamou atenção foi a imensa trilha sonora à disposição. São nada menos que duzentas músicas distribuídas entre as dezenove estações que compõem o sistema de comunicação de Rádio de Liberty City, trata-se da maior trilha sonora dedicada a um game. Ora, mas isso já era feito em outras edições da série, teoricamente a única diferença estaria no número de canções disponíveis, mas aí, a Rockstar conseguiu de forma criativa atrelar sua trilha ao crescente comércio de música digital. Criou o ZIT, um serviço ativado pelo telefone celular do protagonista, em que o jogador pode obter maiores informações sobre a faixa que está escutando, além de poder criar uma lista com as suas favoritas, que posteriormente podem ser adquiridas por até U$0,99 no serviço de downloads da Amazon.com ou na Rockstar Social Club.
Com certeza esta foi uma ótima iniciativa, porém, é nitidamente oneroso comprar muitas faixas por esse sistema, eu preferi recorrer ao bom e velho mininova.org, lá encontrei diversos torrents com aproximadamente 1.5GB, contendo não apenas toda a trilha, mas também as propagandas e o aúdio das emissoras 'faladas'. Como não poderia deixar de ser, mandei todas diretamente para meu mp3 player.
Fiquei encantando com o trabalho cuidadoso que foi dado a cada emissora, com vinhetas e propagandas muito bem elaboradas, o comentário dos Dj's também são destacáveis, cada qual com seu tipo de fala caricato, pontuando sobre o estilo de música que sua rádio toca e sempre fazendo referência ao cotidiano de Liberty City. Há incusive personalidades do mundo da música entre eles: Iggy Pop na Liberty Rock Radio, Juliette Lewis na RadioBroker, e o Estilista Karl Lagerfeld na K109. É realmente um trabalho primoroso. Dentro do jogo também há uma boa gama de recursos midiáticos interativos, como programas de TV, Websites e afins, porém, o meu acesso mais profundo foi realmente ao conteúdo musical.
Para finalizar este imenso post, eu admito: Estou fascinado por Grand Theft Auto IV mesmo sem ter tido ainda a oportunidade jogá-lo, ou apenas vê-lo rodando em algum sistema, para ser sincero, nem precisava.
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23.5.08
- Esquentando os tamborins -
Vim aqui retirar a poeira que já se percebe acumulada pelos mais de quarenta dias em que não dei as caras neste blog, ao menos no que se refere à postagens.
Mas vamos ao que interessa. Se pouco vim aqui, o mesmo não posso dizer no que se relaciona aos games, dá até pra dizer que nestes últimos meses eu terminei muitos jogos que estavam atrasados no Nintendo DS, isso se deve em muito pela consolidação de algumas ações, como jogar ao menos trinta minutinhos ao dia durante a semana, assim, dá para conciliar a jogatina com os estudos sem comprometer a obrigação e a diversão.
Justamente por ter jogos mais simples e curtos, o DS continua dominando minhas pretensões de jogo, e por motivos óbvios, é bem mais simples tê-lo a mão quando se precisa, por outro lado e infelizmente, meu Playstation 3 continua embalado e guardado em sua caixa, mas, ao menos eu já posso vislumbrar um futuro mais promissor para o meu equipamento, isto por que as minhas férias aproximam-se, e pela primeira vez em mais de cinco anos eu terei um período livre compatível em minhas duas ocupações diárias, o trabalho e o estudo, isso significa obviamente uma maior disponibilidade de tempo, que pretendo usar em parte para me dedicar ao sistema com mais carinho e quem sabe daí para frente, procurar manter uma rotina de jogo senão diária, semanal.
Para comemorar este momento, aproveitei uma grata oportunidade, e adquiri alguns jogos a um preço relativamente justo, assim, terei muito com o que me ocupar durante os dias em que estiver de férias. Minhas escolhas forma óbvias, como tenho dito seguidamente aqui pelo blog, meu investimento será sobretudo em jogos mais destacados e comumente elogiados, e que logicamente, atendam aos meus interesses, neste sentido, fiz uma opção pelos seguintes títulos: Uncharted: Drake's Fortune, Burnout Paradise, Call of Duty 4 e o recém lançado Grand Theft Auto IV.
E então surge a pergunta: Mas como você consegue controlar-se tendo estas belezinhas em mãos? bom, eu ainda não os recebi, e ainda bem. A previsão é de que cheguem na última semana de Junho, e isso me ajuda um bocado a não perder o foco dos estudos justamente nos últimos dias de aula!
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8.4.08
- Cadê o tempo que estava aqui? -
Opa! parece que levei a sério a possibilidade de ser difícil largar o Playstation 3 para vir até aqui postar. Tecnicamente, nem precisaria deixá-lo de lado para conseguir escrever no blog, afinal, o sistema possui um browser de acesso à web, perfeito para conferir algum site entre uma jogatina e outra.
Durante boa parte do tempo em que utilizei o Playstation 3, algo que só ocorreu especificamente nos finais de semana, eu diria que em mais da metade deste tempo, estive testando as funcionalidades do aparelho. Dá para afirmar que qualquer indivíduo que tenha uma noção simples de Sistemas Operacionais possa compreendê-lo sem maiores dificuldades, todas as opções estão intuitivamente organizadas e bem distribuídas, além disso, há toda uma gama de opções para modificar a interface do sistema e deixá-lo do jeito que desejar.
Não tive maiores problemas em conectar o equipamento à rede wi-fi, tampouco em preencher o cadastro da Playstation Network Norte-Americana e começar a baixar demos, vídeos e todo tipo de quinquilharia digital que estivesse sendo oferecida gratuitamente. Acredito ter deixado o Playstation 3 baixando conteúdo por no mínimo 48 horas ininterruptas e, apesar de todo este tempo em pleno funcionamento, não percebi nenhum aquecimento fora do normal, alías, eu fiquei muito satisfeito também com o quase imperceptível nível de ruído do aparelho.
Fiz alguns testes de hardware simples, como testar a compatibilidade do aparelho com hubs expansores de usbs genéricos, com a finalidade de saber se é possível com isso, expandir o número de portas disponíveis, já que o meu modelo - 40gb - conta com apenas duas saídas deste tipo. De fato hubs genéricos funcionam perfeitamente, assim como teclado e mouse, apesar da teórica pouca utilidade que eles possam ter, acho interessante a possibilidade de usar ao menos um teclado para digitar mensagens na PSN, ou mesmo navegar na Internet pelo browser do aparelho, sem ter que ficar me "arrastando" com o analógico do Sixaxis. Convenhamos, o custo desses equipamentos é acessível, e imagino que se justifiquem.
Mas o pior de tudo é que eu ando com o tempo muito escasso para poder me dedicar a algum jogo, na verdade eu tenho apenas um completo e em Blu-ray: Fight Night Round 3, agora imaginem a minha situação conflitante: ter um equipamento de alta performance... guardado na caixa. Bem, sem exageros, isso não é o fim do mundo! na verdade é uma besteira. Por enquanto, vou me preocupando com as coisas primeiras, o aparelho está em fase de amadurecimento, com a PSN passando por modificações estruturais e bons jogos começando a despontar em poucos meses, até lá, eu vou me segurando do jeito que dá, mas eu digo: é difícil!
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6.3.08
- Partindo para o lado negro da força! -
No último post publicado em 2007, eu fiz um comentário sobre a minha experiência de uso em um Playstation 3, assim como uma pequena comparação com o seu principal concorrente, o Xbox 360. Além disso, comentei que possivelmente neste ano eu poderia por as mãos em um dos três sistemas disponíveis no mercado, fato que se consumou no último fim de semana com a chegada do meu novo console, assim, encerrei um longo período de pesquisa, análises e muita especulação sobre qual aparelho da nova geração adquirir. Depois de conferir vantagens e desvantagens de cada sistema, tentei refletir sobre qual das opções seria a mais indicada ao meu contexto, principalmente no tocante aos custos, afinal, estamos no Brasil! Para conhecimento geral, desde o release das máquinas eu havia organizado em minha mente a seguinte lógica de possível aquisição: 1. Wii, 2. Xbox 360 e 3. PS3
Imagino que grande parte dos meus amigos saiba da minha admiração pelo Nintendo Wii, simpatizei com o direcionamento do aparelho, voltado sobretudo aos jogos casuais, mais acessíveis ao jogadores esporádicos, não que eu me encaixe exatamente no foco do sistema, mas, existe todo um grupo de pessoas que me rodeiam e que não se arriscam a jogar pela complexidade dos jogos atuais, alías, imagino que a minha recente experiência com o Nintendo DS tenha forte influência nesse aspecto. Logo, o console da Nintendo despontava como a minha porta de acesso à nova geração, uma escolha módica, principalmente pela possibilidade de fazer um destravamento sem sofrer sanções pesadas, como acontece no caso do Xbox 360.
Outro ponto crucial no Wii seria o seu relativo baixo custo, entretanto, por conta do hype que tomou conta do aparelho, mesmo em terras estrangeiras e mais de um ano após seu lançamento, encontrá-lo é difícil, e quando isso é possível, os preços normalmente extrapolam o tabelado. Assim sendo, dá para avaliar mais ou menos o tratamento dado ao sistema aqui no Brasil, com a média do valor de revenda sendo praticamente duplicada, toda a ideologia por trás do aparelho conta para nada. E foi exatamente por este motivo que eu vi minhas possibilidades de pegar um Wii diminuirem bastante, para ser mais sincero, o valor sugerido por aqui infelizmente não compensa o investimento.
Na outra ponta, e bem mais distante do meu bolso, os outros dois consoles de alto desempenho gráfico, XBox 360 e Playstation 3. O console da Microsoft é paradoxal, no aspecto relativo à softwares, apresenta uma biblioteca consistente e em constante evolução, arrisco inclusive dizer ser a mais atraente dos três sistemas, com franquias de peso sendo produzidas em caráter exclusivo, quebrando a exclusividade da concorrência (leia-se PS3) ou mesmo tendo o aparelho como base principal para jogos multiplataforma, o que é uma diferença significativa. A rede On line Live também pesa a favor do console da Microsoft, já que seus recursos e organização são exemplares. O que sempre me deixou temeroso sobre o 360 é o medo comum da maioria dos usuários, as temidas três luzes vermelhas, que normalmente indicam uma superaquecimento do sistema, ora seria insano do meu ponto de vista investir em um aparelho que possui um erro conceitual, principalmente pelo fato de estar totalmente descoberto de alguma garantia em solo brasileiro, a menos que me dispusesse a pagar um bom dinheiro a mais pelo tal kit nacional, assim sendo, tirei-o das minhas pretensões de aquisição, ao menos até que essa falha possa ser corrigida, se é que um dia isso vai acontecer.
Imagino que não seja necessário comentar tanto sobre o Playstation 3, isso já foi dito no último post do ano passado. Basta perceber que com a comercialização do modelo mais popular, equipado com Disco Rígido de 40GB, redução de quatro para duas portas USBs e supressão dos Leitores de Mémoria, e da retrocompatibilidade com os jogos de Playstation 2, o valor de mercado e o interesse do público pelo aparelho acabou sendo positivo.
Assim, depois de muito avaliar, cheguei ao consenso de que aquela minha lista de aquisição havia sofrido uma alteração em sua composição, o modelo básico PS3 acabou virando a opção mais justa, afinal, no que pesa diretamente no bolso, o seu custo, estava praticamente equiparado ao Wii hypeado. Outras ponderações, como sobrevida do sistema, recursos disponíveis e opções on line também pesaram na escolha, mas é bom deixar claro que, o fator valor foi preponderante. Com a escolha feita, logo surgiu uma possibilidade de aquisição. Mais uma vez, Fernando me aparece com uma daquelas oportunidades imperdíveis, negócio fechado, bastou esperar alguns dias até a chegada do aparelho, e cá estou, desde o último final de semana, possuidor de um Playstation 3.
Em breve, postarei as minhas impressões sobre os recursos e utilidades do sistema, isso se eu conseguir deixá-lo para vir aqui! :D
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26.2.08
- Algumas canetadas depois... -
Perdoem minha ausência, na verdade dei-me um bom tempo de descanso durante este período de quase trinta dias, isso por estar de férias das aulas na universidade, o que me garantiu algumas boas tardes livres, e um certo descompromisso com atividades rotineiras, inclusive com o blog.
Entretanto, aproveitei essa disponibilidade para adiantar alguns games que já estavam parados à algum tempo no meu flashcard, principalmente Phoenix Wright, um dos remanescentes da primeira leva de jogos que pus em meu aparelho. Terminando-o decidi me dedicar a jogar
The Legend of Zelda: Phantom Hourglass, o primeiro título da série para o portátil. Mesmo tendo sido lançado a mais de quatro meses atrás, fiz o que pude e segurei a minha ansiedade, tudo para poder jogá-lo apenas no período de férias, com mais calma e tranquilidade. Não pretendo fazer um comentário longo sobre o jogo, como sempre, prefiro afirmar que outros sites fazem isso com maestria, apenas quero comentar o que já vem se tornando senso comum, praticamente uma redundância: a Nintendo absolutamente reforça que além de uma grande produtora de consoles, é forte também no campo da criação de jogos, não exatamente em relação ao desenvolvimento de novas franquias de sucesso, mas sobretudo, ao tratamento esmerado que é dispensado aos seus principais ícones, e no caso específico de Phantom Hourglass, aliando de uma forma muito satisfátoria o desenvolvimento do jogo com as potencialidades do aparelho. Com uma história simples e bem desenvolvida, além de controles assustadoramente acessíveis, tornou-se mais um daqueles jogos indispensáveis para os donos de um Nintendo DS.
Porém, as férias da faculdade já se foram, e tudo voltou ao normal. O pouco tempo que reservo aos games, sobretudo no fim de semana, estão sendo preenchidos com o fantástico
Professor Layton & The Curious Village, que poderia ser mais um dos tantos bons games baseados na resolução de Puzzles, mas que, como todo produto que sobressai sobre os demais em algum aspecto, procura fazê-lo de uma forma mais suave, introduzindo uma história que gira em torno da busca de um precioso artefato deixado por um rico personagem na cidade de St. Mystere e, tendo como principais personagens o Professor Hershel Layton, e seu jovem companheiro Luke.
Além da ótima idéia de introduzir um enredo que torne a resolução dos puzzles parte integrante da evolução do personagem na trama, outro aspecto que contribui efetivamente para o sucesso do game, e literalmente encherá os olhos dos jogadores, é o estilo gráfico utilizado, que traz artes claramente influenciadas pelo estilo europeu de animação, muito similar a desenhos famosos como o clássico Tin Tin. A beleza e qualidade das animações, assim como a perfeita dublagem produzida em um legítimo Inglês Britânico, mostram o quanto a Level-5 preocupou-se em oferecer um produto de qualidade aos que se aventurarem em resolver as questões oferecidas. Aos amantes do gênero, eis aí uma ótima oportunidade!
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26.1.08
- Recife, pelos seus rios -
Se pudesse recomendar um bom programa em Recife, com certeza indicaria um passeio de catamarã pelos rios que cortam o centro da cidade, além de um bom passatempo, é também uma boa oportunidade para perceber o quanto a cidade pode ser visualmente encantadora quando vista de um ângulo diverso daquele que a maioria de nós estamos acostumados, aliás, especificamente neste período que compreende a época de natal e o aniversário da cidade - comemorado no mês de Março - as luzes e enfeites conferem uma beleza singular aos pontos mais ilustres do centro, sobretudo às diversas pontes, cartões postais da cidade.
Depois de muito adiar, decidi enfim, trocar o corre-corre da vida diurna, que inclui transitar sob um calor agoniante, com o barulho por vezes insuportável do trânsito, por um sossegado passeio nas tranquilas águas dos rios Beberibe e Capibaribe. O trajeto tem como ponto de partida o Bar Catamarã, e já de saída, podemos perceber o quão arquitetonicamente intrusivas se mostram as duas torres residenciais recém-construídas às margens do antigo porto, de lá se prossegue até o Parque das Esculturas, espaço criado sobre um arrecife, em comemoração aos quinhentos anos do descobrimento de Brasil, e que abriga cerca de noventa obras do artista plástico Francisco Brennand, no Marco Zero de Recife.
De lá, o passeio que é todo feito ao som de músicas de artistas pernambucanos, e com uma guia à bordo (apontando principalmente a importância histórica dos monumentos), segue para o seu itinerário principal, percorrendo o caminho apropriadamente iluminado pelas famosas pontes que interligam os bairros da Boa Vista, de Santo Antônio e do Recife.
Às margens do rio, vamos percebendo prédios históricos integrando-se a paisagem, como o antigo edifício que abrigou a
Alfândega, transformado em centro de compras de luxo, o
Grande Hotel, hoje Forúm Tomás de Aquino, assim como o conjunto arquitetônico formado pelo Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual,
Palácio da Justiça, Teatro Santa Isabel e o Liceu de Artes e Ofícios, todos imediatamente abrigados pela bela Praça da República. Ao aproximar-se da faixa do rio que opõe as Ruas da
Aurora e
do Sol (que recebem este nome por receberem os primeiros e as últimos raios de luz da tal estrela) podemos observar o Tradicional centro educacional
Ginásio Pernambucano e o
Palácio Joaquim Nabuco, sede da Assembléia Legislativa do Estado. Mais adiante percebe-se alguns dos remanescentes casarões neoclássicos que compõem a bela paisagem da
Rua da Aurora, e em seu lado oposto o conjunto arquitetônico pertencente à Avenida Guararapes.
Durante todo esse trajeto, dá para perceber a importância que essas águas tiveram, e que ainda hoje possuem para a cidade e consequentemente para a vida das pessoas. Deu para contrastar duas realidades que dividem praticamente o mesmo espaço georgáfico: a do rio tranquilo, e a do asfalto enervado e apressado da atualidade. E ao perceber que mesmo àquela hora da noite, e sobretudo nesses tempos de poluição desmedida,
algumas pessoas ainda lutavam para retirar seu sustento diário, foi inevitável não reletir sobre os versos de
João Cabral de Melo Neto em
Cão sem Plumas:
"Na paisagem do rio, difícil é saber onde começa o rio, onde a lama começa no rio. Onde a terra começa da lama, onde o homem, onde a pele começa da lama. Onde começa o homem naquele homem".
A realidade da sobrevivência é cruel, e quase sempre, com sua voracidade pelo tempo nunca suficiente, nos faz passar despercebido por esses pontos componentes da nossa própria história, se um dia puder, tente perceber a cidade por este ângulo, garanto que vale a pena!
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28.12.07
- Peruando! -
Dias atrás eu tive a primeira oportunidade de utilizar um playstation 3, mais uma vez pela gentileza do amigo Fernando, que meses atrás já havia me convidado a jogar algumas horas em seu Xbox 360, experiência que possivelmente não comentei aqui pelo blog. Eventualmente, no desenrolar do texto eu posso citar alguma comparação entre os sistemas concorrentes, mas não com a idéia de determinar qual deles seja o melhor.
O primeiro contato com o ps3 é logicamente com seu design, dá pra dizer que o conceito que prevaleceu no sistema anterior tem aqui uma continuação à altura, apesar de ser grande, o console é imponente e bonito, com destaque absoluto para a carapaça reluzente que, sem dúvida chama muito atenção, qualquer vestígio de poeira ou outro tipo de sujeira fica evidente. Nesta geração eu simpatizei com o design de todos os consoles, da simplicidade do Wii ao design arrojado do 360.
Mas, voltando ao Playstation 3, é bom deixar claro que há variações no hardware dos aparelhos comercializados pela sony, nesse caso específico utilizamos o modelo de 60GB, que possui como destaque principal a retrocompatibilidade com os jogos do Playstation 2, (opção suprimida nos modelos mais recentes) por este motivo, o console tem um consumo de energia mais elevado, entretanto, ao contrário do seu concorrente direto - o Xbox 360 - não percebi nenhum calor excessivo no aparelho, e aí reside um ponto capital, isso por que o console da Microsoft sofre a mais de dois anos com um problema crônico de superaquecimento, são as temidas três luzes vermelhas, que normalmente inutilizam o sistema. Neste sentido o 360 é praticamente uma incógnita em sua sala, aliás, mesmo um sistema de refrigeração externo acoplado ao aparelho não significa muita garantia contra o problema. Nesse ponto, percebi um metodismo de Fernando em relação ao cuidado com o Playstation 3, talvez por já ter tido um console da Microsoft, e permanecer em estado de alerta contra um eventual aquecimento excessivo, ele transferiu ao aparelho da sony os mesmo cuidados, como suspender o console na posição horizontal sobre bases de isopor, tudo para garantir uma maior circulação do ar, além de por um cooler externo, tal e qual era obrigatório no 360, a temerosidade talvez seja desnecessária, mas é óbvio que esses cuidados servem como uma garantia a mais, para mim o único problema do cooler é na verdade estético, ele quebra um pouco com o design do aparelho, além de encobrir os leds da rede wi-fi e de utilização do hd. Outra boa idéia foi deixar de lado os cartões de memória proprietários, de fato não fazia mais sentido insistir nessa mídia de armazenamento quando há uma boa gama de produtos que fazem o mesmo serviço, e que já estão mais disseminados no mercado, nesse sentido o Ps3 oferece três opções de armazenamento: em Compact Flash, Secure Digital e Memory Stick Pro.
Mas vamos ao que interessa! antes porém, é preciso ressaltar que diferentemente da época em que pude jogar no XBox 360, desta vez usufruimos de uma experiência em alta definição, acompanhados de uma tv LCD da Samsung de 32" com uma resolução máxima de 720p, além de um cabo HDMI, que levam a experiência gráfica a um nível fantástico. Ao ligar o aparelho, percebe-se a similaridade que a sony pretendeu dar aos menus do PS3 e do PSP, ao meu ver, simples e objetivos. Entretanto, a dashboard do 360 me pareceu muito mais amigável e bela, ambas servem ao que se prestam, mas a experiência da Microsoft com certeza pesou no melhor ajuste das funções e localização dos menus, aliás, essa organização estende-se à rede on line, a Live supera em muito a Playstation Network e a Playstation Store - que mais parece uma simples página da Web - não por oferecer alguma função tão distinta, mas, pela funcionalidade e beleza gráfica com que guia o usuário.
Em se tratando dos games, dá para dizer que eu tive sorte, isto por que Fernando possui um pequeno acervo com as jóias do console até o momento, dos seis jogos disponíveis em Blu-ray, pude observar 'Uncharted: Drake's Fortune', Call of Duty 4 e Heavenly Sword. Como disse anteriormente, com todo o equipamento disponível o nível da qualidade gráfica é impressionante, especificamente no caso de Heavenly Sword, em que não apenas a expressão facial dos personagens, mas também a sua movimentação e trejeitos ficaram muito próximas de uma simulação humana. Outro grande jogo é Uncharted: Drake's Fortune, que em resumo é praticamente uma produção cinematográfica ao melhor estilo aventureiro de Indiana Jones, com gráficos soberbos e opção de aúdio em portugûes... de Portugal.
O sixaxis, joystick padrão do aparelho é assustadoramente leve, culpa da remoção da função rumble. O grande trunfo do acessório é a função de 'controle espacial', neste sentido, é impossível não lembrar e tentar compará-lo diretamente com o Wiimote da Nintendo, se assim fizermos, o sixaxis apanha feio, mas com a oportunidade de tê-lo em mãos, percebi que a tosca idéia da sony de revelá-lo logo após a demosntração de uso do concorrente, só serviu para denegri-lo, é uma função muito útil, que quando não se presta a imitar as funções do Wiimote em toda sua profundidade, faz bem o seu trabalho, a prova disso fica clara em jogos como Heavenly Sword e Folklore.
De fato, assim como o Xbox 360, a potência do Playstation 3 é algo inegável, ao meu ver, o que ainda parece faltar é uma boa gama de títulos de referência, isso se demonstra inclusive na aceitação do sistema pelo público em geral. Contudo, comparando os sistemas, mesmo com o console da Microsoft tendo uma ótima linha de jogos disponíveis, e uma rede fantástica como a Live, o seu fator incógnita me deixa assustado, afinal, o investimento em qualquer um dos aparelhos disponíveis é de alto custo, então a segurança do hardware tem um peso considerável em sua escolha. Por outro lado, a Sony oferece um sistema estável e seguro, mas sem grandes atrativos na parte lógica do negócio, para mim comprar um Playstation 3 hoje, seria uma aposta no futuro, esperando lançamentos de referência, exclusividades e uma rede mais sólida. Em 2008 eu provavelmente vou adquirir um dos três consoles desta nova geração, só me resta saber exatamente qual!
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21.12.07
- Correndo atrás do prejuízo! -
Depois de ter me lamentado pela perda dos equipamentos, especialmente decidi procurar uma saída para ambos os casos. O mais simples foi buscar por um carregador para Nintendo DS, o aparelho é um hit, logo, a demanda por suprimentos compatíveis torna-se constante, mesmo para o modelo mais antigo como o que possuo, mas, aí atentei para um detalhe importante: procurar por um modelo bivolt, isso resolveria a chatice de ter que andar com um eliminador ou ficar preso ao estabilizador do computador. Bastou fazer uma busca simples no Mercado Livre pelo produto, e duas semanas depois tudo estava resolvido.
O caso mais complicado seria de fato o do headphone, mas, apesar de ter me deparado com tantos relatos de que dificilmente haveria uma possibilidade restaurar um desses equipamentos, decidi fazer algumas últimas tentativas, isto por que me parecia de certa forma simples consertá-lo, ao menos para um profissional na área, já que o o problema exato do meu aparelho era na verdade um mau contato devastador próximo ao plug P2, em tese bastaria repor um desses plugs refazendo obviamente as ligações.
Alguns conselhos de amigos depois, mandei-me até a Rua da Concórdia, pólo de eletro-eletrônicos no centro comercial recifense, algumas perguntas aos lojistas bastaram, assim, logo me indicaram uma loja especialista em montagem de cabos de vários tipos, com o nome sugestivo 'Faz Cabos', depois de apresentar o problema ao técnico, ele apenas me perguntou se o problema era apenas no plug, ou se estendia-se à algum dos fones, e se eu optaria por um novo plug metálico ou plástico, fiquei com a segunda opção. O serviço me custou R$10, um preço não tão baixo assim, porém, avaliando a situação, eu já me dava por satisfeito em conseguir encontrar uma solução simples e rápida para meu problema, em menos de dez minutos eu já estava com meu Headphone consertado e feliz da vida.
Subvertendo o comentário hilário feito pelo autor do texto que apresentei no post anterior, fones de ouvido tem conserto sim! ao menos se for por um mau contato próximo ao plug P2, basta procurar algum técnico que possa refazer as ligações, ou seja, a um custo relativamente baixo você não perde o seu equipamento.
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10.12.07
- Presentinhos de Fim de Ano -
Estes dias não tem sido fáceis para meus aparelhos eletrônicos, e com certeza não serão para meu bolso. Em menos de duas semanas eu consegui perder o carregador original da bateria do Nintendo Ds, e o meu querido e estimado Headphone Panasonic RP-HT227, companheiro inseparável do meu Mp3 player e do meu videogame portátil; o primeiro foi-se por uma asneira incompreensível da minha parte, que o puxei com demasiada força e consegui a façanha de partí-lo, o segundo tomou seu destino pelo terrível e fatídico mau contato, iminente a grande maioria dos aparelhos da sua espécie, exceto pelos caríssimos modelos sem fio. Em um momento de desespero, recorri à internet por um bom tempo em busca de alguma solução, mesmo que mambembe e, na verdade, não encontrei nada realmente útil, exceto por um post esclarecedor sobre essa inadiável situação, o qual repoduzo aqui.
"Com certeza que já teve um fone de ouvido em algum momento da vida vai se identificar com o que eu vou escrever aqui.
Fones de ouvido com qualquer outro utensílio têm vida útil, ou seja ele vai quebrar um dia. O problema é que se você tem um carro, por mais velho que ele seja se for bem cuidado vai funcionar para sempre. É só visitar algum colecionador de carros antigos. Se você perguntar ele vai dizer que TODOS os carros funcionam perfeitamente, até aquele carro do tempo do bumba feito de madeira velha e movido a vapor. Claro que eventualmente ele vai dar um defeito aqui e outro ali, mas nada que um bom mecânico e uma peça nova não dê jeito.
O problema é que essa regra não se aplica a fones de ouvidos. Você pode estar se perguntando neste exato momento porque diabos esse idiota está escrevendo este artigo estúpido e sem sentido nenhum?!
PORRA, porque eu estou tentando escutar um CD aqui e meu fone de ouvido atingiu um nível de defeito (vou falar disso mais a frente) irritante. Mas aí você pode dizer: “Caralho!? Porque esse estúpido simplesmente não desliga o fone e usa as caixas de som do PC!?”. Bom, eis algumas razões:
- Caixas de som incomodam a terceiros (as vezes nem fechando a porta adianta)
- Fones de ouvido têm mais fidelidade, alguns sons simplesmente passam despercebidos quando se usa uma caixa de som (exceto aquelas de alta qualidade que eu não tenho grana para adquirir)
E nem adianta falar pra comprar um fone de uma marca melhor porque não adianta, ele também vai dar defeito não importando o nível de cuidado que você tome com ele. O fator marca só vai atrasar algo que é iminente em qualquer fone de ouvido: o mau contato. Mesmo que você o guarde numa caixa com umidade, temperatura e pressão controlada e garanta que o fio nunca seja dobrado. A única forma de evitar isso é não usar o fone.
Isso me leva a outra parte da questão. Existem 2 tipos primários de mau contato:
1. Aquele que afeta o plug do fone
2. Aquele que afeta a ponta do fio que se conecta ao fone
Qualquer outro tipo de mau contato será apenas uma mera variação destes apresentados.
O mau contato apresenta 5 estágios:
- Estágio 1: apenas uma leve interferência, nada que um pequeno toque ou peteleco não conserte
- Estágio 2: você começa demonstrar certa irritação, agora é preciso manipular o fio com um pouco mais de agressividade
- Estágio 3: as coisas vão de mal a pior, neste ponto entram as famosas gambiarras. Normalmente apela-se para alguma fita adesiva (durex, silver tape, fita isolante, fita crepe). Também requer certa perícia e paciência do usuário, pois é necessário que ele ache a posição exata na qual o fone funcione perfeitamente para que o reforço seja feito. Uma dobra brusca no fio é solução mais utilizada mundialmente.
- Estágio 4: a solução encontrada para estágio 3 não funciona mais. Momento altamente estressante. Neste ponto você fica movimentando o fio em todas as direções possíveis até que o fone funcione direito. As soluções mais comuns envolvem enrolar o fio algumas vezes ou algumas medidas desesperadas com coloca o fio sobre cabeça ou em volta do pescoço. O importante é sempre manter o fio apoiado para estabelecer contato.
- Estágio 5: Pura sorte. Nada mais adianta (meu estágio no momento). A única solução é permanecer estático na cadeira, pois qualquer mudança de posição, mesmo a mais sutil interfere. Você sente vontade de quebrar algo. A esta altura você já começa a se resignar e pensar seriamente em comprar outro fone.
É importante ressaltar que se o problema acontecer no plug do fone (situação A, descrita anteriormente) você só vai conseguir chegar até o estágio 3.
E para aqueles com sentido prático da vida que pensam que vão conseguir consertar o defeito eis a grande e chocante revelação. FONES DE OUVIDO NÃO TÊM CONSERTO!!! Isso mesmo isso, faz parte de um complô mundial dos fabricantes de fones de ouvido. Não adianta, não dá pra consertar! Como você vai consertar uma porra dessas? Já viu algum fone de ouvido com parafusos pra você abrir e olhar o que tem dentro!? Já tentou fazer alguma emenda no fio, principalmente perto do plug!? Simplesmente impossível!!! A única opção gastar umas 50 pratas num fone de ouvido que valha a pena comprar e esperar ele dar problemas também ou gastar mais dinheiro ainda e comprar um sem fio...
PS: É provável que eu tente consertar o fone e me contradiga, mas também é muito provável que eu termine de estragar o negócio e tenha um derrame cerebral causado por um acesso de fúria."
Texto originalmente postado no blog: The WTF.
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7.12.07
- A Simpática Fortaleza -
Ainda sobre a viagem, hei de dizer Fortaleza é uma cidade que em alguns aspectos não difere muito do que poderíamos observar diariamente em Recife, com belas paisagens naturais urbanas, prédios históricos e culturais interessantes e todo esse tipo de coisa que um turista poderia pretender ver, contudo, há diferenças que ficam logo óbvias. A primeira constatação é a de que nossos vizinhos são muito mais estruturados para receber visitantes, com uma atividade praieira muito organizada, e que alguns momentos chega a espantar de tão profissional, o que dizer de um bar temático que possui uma espécie de cascata em sua entrada? se em Pernambuco temos algo próximo, ou mesmo maior, possivelmente deve estar restrito à balneários como Porto de Galinhas.
Outro ponto da cidade em que estive, e que merece atenção é o Centro Cultural Dragão do Mar, que reúne em suas dependências vários tipos de espaços para atividades culturais entre Cinema de arte, Teatros, Museus, Observatório, Espaço para exposições, Cafeteria e uma Livraria; além é claro, de estar situado exatamente próximo à Biblioteca Pública do Estado, é praticamente um pólo cultural erigido na capital cearense.
Mas nem tudo são flores, pelo que pude perceber a cidade tem problemas similares à nossa, como a violência urbana desmedida - assim como em grande parte da capitais - e uma clara divisão desigual da riqueza. Apesar de já ter chegado na cidade sabendo desta particularidade, não havia como não ficar impressionado com as disparidades, imagino nunca ter visto tantos automóveis importados circulando pelas ruas ou à venda, dos quais muitos blindados. No planejamento urbano a mesma observação, bairros nobres contam com uma ótima arborização, constrastando com a coloração avermelhada e aparentemente seca dos bairros mais pobres, tudo alí, lado a lado, tendo em comum apenas a paisagem e o calor sufocante.
Por ser menor que Recife acabei simpatizando com a cidade, as similaridades de região com certeza me fizeram sentir menos algum incômodo qualquer, há ainda outros tantos pontos turísticos que gostaria de ter podido conhecer, mas, devido ao curto tempo de estadia, isso fica para uma próxima oportunidade.
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23.11.07
- Tocando o céu -
A Exatamente uma semana atrás, eu experimentei pela primeira vez a sensação de voar, estive à bordo de uma aeronave comercial com destino à cidade de Fortaleza, onde fui passar o feriadão da proclamação da república com minha namorada e minha sogra.
Entre nós, apenas eu e Fernanda éramos marinheiros de primeira viagem, o que acabou sendo bacana, por que ao menos eu poderia compartilhar o momento e a sensação com ela; e pelo que posso afirmar por mim, apesar de tentar abstrair-me e manter a mente nas belezas naturais do destino de chegada, não me fugia o sentimento de tensão, pois, apesar de ser propalado como um eficiente e seguro meio de transporte, viajar neste momento pelos céus brasileiros não parece ser tão simples assim.
Mas como a viagem seria um fato consumado, não me restava outra opção senão utilizar de meios que tornassem a curta viagem de aproximadamente cinquenta minutos ainda mais rápida, mentalmente falando. Pensando nisso, não abri mão de levar comigo meu mp3 player, realmente útil em viagens; também levei meu videogame portátil, mas como havia restrição ao uso de aparelhos que utilizassem comunicação sem fio, preferi não utilizá-lo na aeronave.
Finalmente, hora de embarcar. Por coincidência fiquei na janela exatamente ao lado da asa - e consequentemente da turbina - esquerda, ao ouvir o piloto anunciar: "Decolagem autorizada", aquele frio na barriga, estávamos prestes a conhecer uma sensação nunca antes sentida por nós, olhando para os lados, nada demais, possivelmente oitenta por cento dos presentes já estavam acostumados aos procedimentos e, calmamente liam revistas ou conversavam entre si, enquanto isso, eu no meu 'micro-universo social não-voador', composto naquele momento por duas pessoas curtia cada instante: da decolagem, e a sensação de estar iniciando uma volta em uma espécie de montanha russa, até a felicidade de ver o quão interessante pode ser observar as cidades por um ângulo tão diverso, eu diria uma vista ímpar, principalmente com suas luzes acesas, formando uma espécie de grande organismo pulsante.
É um momento, uma experiência marcante, que com certeza eu e nanda pudemos curtir com muita alegria, afinal, a nossa diversão começou exatamente com o trajeto em si, talvez os próximos vôos já não tragam a mesma sensação de outrora, talvez em uma outra oportunidade sejamos aqueles que ficarão lendo tranquilamente seus livros ou revistas, mas a sensação da primeira viagem, essa com certeza, ficou conosco.
Fortaleza merece comentários, mas eles ficarão para um próximo post, então, até mais!
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27.10.07
- Sobrevivência -
Viver em Recife é difícil, acreditem. Imagino até que poucos discordam dessa afirmação. Se você, como eu, vive nesta cidade e utiliza serviços públicos de transporte, perceberá que eu não vou falar nada de novo, nenhuma notícia ou fato que já não tenhamos observado antes, nada que já não tenha sido ou tentado ser explicado.
E como a realidade dessa situação é de fato imensa, vou tentar ser mais resumido comentando meu ponto de vista durante o período de uma semana. Minha rotina não é muito diferente da usual, pela manhã, expediente no trabalho, à tarde aulas na faculdade e à noite, hora de por os estudos em dia, e é claro descansar um pouco.
Todos os dias pela manhã, antes de tomar o primeiro ônibus em direção ao trabalho sempre passo próximo a um ponto de vendas de jornais, quase todas às vezes, (apesar da pressa) dá para ler as chamadas da capa; no primeiro dia útil da semana, normalmente os períodicos trazem notícias sobre os fatos esportivos do fim de semana: "O Naútico vence e afasta-se do rebaixamento", boa notícia! mas não nos enganemos, estamos em Recife e isso é suficiente pra não acreditar que tivemos um final de semana sem uma notícia relacionada à violência, o que de fato se confirma: "tenente é preso acusado de assaltos", agora sim.
Continuo meu caminho, tudo normal, parada lotada, ônibus lotado, um engarrafamento nem tão lento assim, mas que torna-se um martírio quando se está sob o sol das quase oito horas da manhã (aqui o calor anda insuportável mesmo nesses horários), por fim, para chegar ao local de trabalho, é necessário atravessar um dos parques da cidade, e acreditem, isso pode ser um risco, já tenho escutado vários relatos de assaltos por lá, mas não há muito o que fazer, o esquema é tentar andar rápido e desviar de qualquer indivíduo que se possa avistar, parar para dar informações ou perguntar a hora nem pensar, enfim, chego ao local de trabalho.
Expediente encerrado, hora de ir correndo para a faculdade, só me resta meia hora para estar na sala de aula no horário correto, e eu sei que não estarei lá sem alguns minutos de atraso; até o ponto de ônibus, sigo mais uma vez pelo parque, desta vez mais povoado, sobretudo por estudantes das escolas próximas, aparenta estar um pouco menos perigoso, mas dá pra confiar? com a pressa que passo na volta, nem que eu quisesse. Alguns minutos e estou no coletivo em direção à faculdade - a novidade do sistema viário é a instalação de câmeras na frota que cobre a cidade, uma medida a muito tempo solicitada para tentar intimidar os assaltos nos ônibus - o calor continua insuportável, se já era quente as oito, imagine no calor do meio dia!
Fim de mais um dia letivo, hora de tomar o destino de casa, para completar este caminho, dois coletivos, apenas uma tarifa, essa é a vantagem de utilizar o SEI (Sistema Estrutural Integrado) que liga vários pontos da cidade por linhas de transporte coletivo 'associadas', o serviço de fato funciona, mas seus terminais são quase sempre uma visão do inferno nos horários de pico, no que utilizo diariamente, a 'onda' é a institucionalização do 'furar fila', a situação se complicou a ponto de apenas com a presença da polícia na cabeceira da fila podermos ter tudo funcionando normalmente. Finalmente em casa, só me resta antes de tudo agradecer, sobrevivi a mais um dia nessa cidade.
Durante os outros dias da semana minha rotina se repete (coletivo lotado/engarrafamento/parque assustado/coletivo quente/fila dos bestas), algumas coisas mudam, como as notícias dos jornais, na verdade mudam os atores, por que os fatos parecem ser os mesmos sempre: mortes, assaltos e criminalidade em geral. É angustiante ver que todos os dias as notícias abordam esse assunto, a sensação é de que não há mais de fato uma segurança em locais públicos, e isso reflete-se na própria convivência diária, não dá pra confiar em estranhos, a ponto de para me precaver, mudar de lado na calçada se for conveniente, é o medo do outro que torma forma.
Grande parte das nossas ações já levam em conta uma avaliação do risco implícito, e isso anda me fazendo muito mal, não dá para ir até a esquina sem de certo modo ter que avaliar a situação de campo, ou seja, a convivência social anda muito limitada, sinto falta de poder ir caminhando ao parque com a minha namorada, de sentar na calçada à noite para conversar com os amigos, essas coisas simples que estão sendo tolhidas pela incontrolável situação de risco que estamos vivendo, e ao mesmo tempo ajudando a criar.
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1.10.07
- Rock n' Roll baby! -
Nada como um passeio trash de vez em quando para arejar a mente e a vista, dessa vez, por sugestão da namorada, juntamos cinco amigos e nos embrenhamos na noite da perigosa capital pernambucana, mais especificamente no Recife Antigo, tanta exposição tinha um motivo nobre: assistir a um show da Guns n' Roses Cover em comemoração aos vinte anos do disco 'Appetite for Destruction'!
Os dados disponíveis sobre horário e local do show mostravam que o grupo se apresentaria entre as 22h e 24h, com entradas custando módicos R$ 3,00 antecipados, e nós como bons respeitadores de horários, caímos no conto do vigário. Chegando ao lugar quase vinte minutos antes do horário previsto, tivemos algumas surpresas nem tão agradáveis assim, primeiramente o show só começaria às 24h, mas ainda haveriam duas bandas de abertura, ou seja, guns mesmo so lá para as duas da matina, nada desesperador, só iríamos esperar mais umas quatro horas.
Enquanto isso nos restou gastar um tempo pelo menos até a meia-noite, dando uma curta volta - no sentido figurado - até um daqueles poucos bares que ainda sobrevivem pelo centro histórico da cidade, entre conversas e piadas de humor ácido, percebemos e constatamos o quanto aquilo lá anda decaído, se em alguns poucos anos atrás era possível ver restaurantes, bares e casas noturnas, ou mesmo programações culturais oficiais sendo desenvolvidas com uma grande afluência dos mais variados tipos de indivíduos, hoje, grande parte dessa vida noturna pareceu evaporar-se, algumas tribos ainda resistem, mesmo tendo que conviver com um ambiente visivelmente degradado, lamentável.
Outro ponto pitoresco ficou por conta do local do show, realizado no 01 Bar, um ambiente de pequenas proporções, onde a partir da avaliação da minha ignorância espacial, deveriam caber não mais que oitenta pessoas, porém segundo um responsável pela organização caberiam duzentos indivíduos! ainda bem que ele não tentou explicar exatamente como faria para alojar tanta gente alí, dever ser um exímio jogador de tetris, no mínimo. Ao menos a infra-estrutura, apesar de modesta era bacana, não fomos lá esperando uma maravilha, mas diga-se de passagem que o local era de fato decente, até ar condicionado (racionado é verdade) tinha!
Os shows de abertura me pareceram interessantes, e mesmo não sendo muito ligado em rock progressivo dos anos 60 e 70, eu acabei simpatizando com a proposta das bandas, vale dizer que a relação do público com os grupos era inevitavelmente muito direta, então normalmente éramos surpreendidos por piadas com algum componente ou com a estrutura reduzida do local, o que tornou a experiência bem mais hilária. Quando a banda dos nossos propósitos finalmente entrou, o relógio já marcava duas horas da manhã, mas até que valeu a pena, os caras tocaram e interpretaram de forma muito competente o setlist do 'Appetite', e assim, fecharam com chave de ouro essa nossa noite trash, que tinha tudo pra ser tosca, mas que foi de fato, muito bacana.
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24.9.07
- More rap than ever -
Para finalizar, aqui vão alguns fatos e comentários que encerram o assunto iniciado no post anterior; finalizada a primeira semana de vendas dos albúns de Kanye e 50 cent, chegamos enfim ao final dessa aposta boba em termos musicais, mas brilhante em termos mercadológicos.
'Graduation' vendeu nada menos que 957.000 cópias durante a sua primeira semana de vendas. No mesmo período, 'Curtis' vendeu 691.000 cópias.
E os números não mentem, Kanye venceu, mas quem de fato levou a melhor foi o mercado fonográfico, só para se ter uma idéia, as vendas dos quatro primeiros lugares da semana que compreendeu de 11 a 18 de Setembro somam 2.2 milhões de cópias, mais que todos os lançamentos combinados da semana anterior, realmente impressionante. A título de curiosidade os quatro títulos mais vendidos nesta semana foram:
#1 - Kanye West - 'Graduation'
#2 - 50 Cent - 'Curtis'
#3 - Kenny Chesney - 'Just Who I Am: Poets & Pirates'
#4 - 'High School Musical 2'
Mas ainda há pontos a destacar, 'Graduation' conseguiu situar-se na 15ª posição na lista produzida pela Nielsen Soundscan, que registra os discos mais vendidos na semana de seu lançamento, a propósito, a lista é produzida desde 1991.
Outro ponto interessante é que, esta é a segunda vez na história (levando-se em conta a data de inicio de produção da lista) em que dois albúns lançados na mesma semana ultrapassam o número de 600 mil cópias vendidas no período inicial de lançamento, a última vez que este fato aconteceu, foi no momento em que o Guns n' Roses lançou os seus albúns 'Use Your Illusion I' que alcançou 658.000 cópias e 'Use Your Illusion II' com 770.000 cópias. Inclusive um total somado de vendas que agora foi batido por Kanye e 50 cent.
Ainda não sendo o suficiente, 'Graduation já é o albúm digital mais vendido da história, com 133.000 cópias distribuídas, derrubando o recorde anterior que pertencia a banda Maroon 5, com o disco 'It Won't Be Soon Before Long', que vendeu 102.00 cópias em sua primeira semana, a Nielsen Soundscan produz esta lista de albúns digitais desde 2003.
Percebe-se então que toda estratégia de marketing atribuído ao lançamentos dos albúns parece ter dado certo, principalmente para o mercado fonográfico norte-americano, que pelo menos por enquanto tira o pé da lama.
É bom que essa estratégia não confunda a cabeça dos mais puristas, aliás, isso não deve contaminar a audição dos albúns, que ao meu ver são bons ao que se prestam; como presto mais atenção ao trabalho do Kanye reitero que é um belíssimo albúm, um disco coeso e que mantém a linha de qualidade que pode ser percebida nos seus dois discos anteriores, realmente vale uma conferida, mesmo para os que não morrem de amores pelo rap.
Escute e divirta-se
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11.9.07
- Quer apostar? -
Musicalmente, Setembro começa agitado. Três grandes lançamentos já na primeira quinzena me chamaram atenção. O primeiro deles, 'La Radiolina' trabalho de Manu Chao e sua banda Radio Bemba, que desde 2003 não lançavam nenhum disco. Apesar de todo este tempo sem de fato apresentar ao público um albúm compilado, todos os que acompanham - mesmo que de longe - o trabalho de Manu, sabem que ele compõe a todo momento, a despeito de lançar as faixas em um eventual próximo disco. Musicalmente falando, o albúm da seguimento ao estilo clássico e consagrado de Manu, utilizando elementos musicais e até mesmo linguísticos de diversos países pelos quais passa em suas turnês, 'La Radiolina' soa como uma continuação dos discos anteriores, porém sem ser enfandonho ou exagerado nos clichês, algo comum em sequências, é mais um acerto em sua discografia impecável.
Os outros dois lançamentos ocorrem em uma situação peculiar, poderia até dizer rara, afinal dificilmente dois Blockbusters de qualquer estilo musical lançam seus albúns no mesmo dia. Agora imaginem quando dois artistas, rappers, grandes vendedores de discos no maior mercado consumidor do mundo - Os E.U.A. - põem a venda seus respectivos discos!
Pois bem, amanhã, 11 de setembro (e ainda por cima nesta data!) 50 Cent e Kanye West terão seus albúns postos à prova pelo grande público, e a data não coincide a esmo, o albúm de Fifty, 'Curtis' mudou várias vezes de data até encontrar o dia onze, O albúm de Kanye, 'Graduation' teria a primeira data confirmada para o dia dezoito, porém, uma aposta feita por 50 Cent à Kanye transformou os lançamentos em rivais diretos, da até pra dizer que é uma daquelas situações esdruxúlas que desde já, entram para o rol das ações desnecessárias do mundo do rap.
A aposta de Fifty a Kanye é a seguinte: Caso 'Graduation' venda mais que 'Curtis', 50 Cent abandonaria sua carreira solo, simplesmente deixaria de lado uma carreira polêmica e de sucesso financeiro - discutível sabemos - para tornar-se muito mais um produtor de 'seus artistas'. Jogada de marketing? possivelmente sim, mas há algo maluco nisto tudo, por que na aposta feita não há nada que penalize Kanye por não vencer a aposta, ao que parece, realmente 50 Cent aposta no seu taco! Obviamente isso serviu como um prato cheio às empresas da indústria cultural americana, que não poupou esforços para propagar a disputa, da MTV que em seu VMA disponibilizou festinhas temáticas para ambos, assim como a revista Rolling Stone, que estampou em sua capa a pergunta: "Quem será o rei do hip-hop?"
No mundo virtual, ambos os albúns já estão disponíveis a algumas semanas, os escutei e na minha concepção 'Graduation' tem muito mais consistência, mesmo não sendo o melhor albúm de Kanye, isso fica perceptível pela já sua conhecida habilidade de trabalhar com samples de músicas antigas, ou pela versatilidade de trabalhar com artistas de outros estilos, como o Daft Punk na música "Stronger" ou Chris Martin em "Homecoming", é um disco para ir se consumindo aos poucos, afinal a cada ouvida você consegue perceber uma qualidade diferente.
Enquanto isso, em "Curtis" 50 Cent alterna entre batidas dançantes e poderosas, feitas por um time de peso, como Dr. Dre ou o midas do momento, Timbaland, versando sobre o estilo de vida usual dos 'gangstas'. Fifty é bom no que faz, e isso é garantia de um bom disco, mas ainda assim, fica aquela idéia de que poderia ser bem melhor.
São dois discos de fato interessantes para aqueles que apreciam os diferentes estilos de rap praticados por Fifty e Kanye, porém não é o melhor de ambos; quanto à aposta, fico com a impressão que é algo sem sentido e fora de lugar, o rap não depende dessas artimanhas para autopromover-se, mas o mercado fonográfico sim, vamos fazer música que é melhor e mais divertido!
[EDITADO] em 17.09.2007
A amazon.com, uma das grandes cadeias de comércio eletrônico aderiu a toda essa confusão e pôs em sua página musical dedicada ao
'Rap & Hip Hop' um medidor para conferir quais dos dois albúns estaria saindo-se melhor nas vendas, venho acompanhando o quadro a uma semana, e o resultado que se mantém praticamente imutável, não é surpresa.
Será que o 50 Cent cumprirá sua promessa? Duvido muito!
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6.9.07
- Adeus porquinho... -
Quando eu justamente acabo de adquirir um Ipod 5G de 30gb, a Apple me apronta essa!
Remodelou toda a linha de aparelhos dedicados a reproduzir músicas e vídeos: mais cores para o shuffle, o modelo até então conhecido como 5G (vulgo Vídeo) agora chama-se "Classic", ganhou um novo corpo e teve a capacidade de armazenamento ampliada.
Mas para mim, o melhor do dia foram as inovações anunciadas para o Nano, que agora passa a integrar também a reprodução de vídeo, e que por isso ficou com um design a primeira vista estranho; além da apresentação do modelo Ipod Touch, que é basicamente um Iphone sem as funções de telefonia e câmera, exatamente o modelo que eu esperava.
Maldita Apple! mais uma vez destruindo minhas economias!
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